Publicidade

Conteúdo

Aquecimento global potencializa toxicidade de microplásticos e metais pesados em peixes

Estudo da Embrapa alerta sobre combinação de fatores ambientais que eleva riscos na produção aquícola
Por Caroline Mendes
Compartilhe este post

De acordo com pesquisa conduzida pela Embrapa, o aquecimento global intensifica os efeitos tóxicos de microplásticos e metais pesados sobre peixes, com implicações diretas para sistemas de produção aquícola. O aumento da temperatura da água favorece mecanismos de absorção, acúmulo e transferência de contaminantes, resultando em impactos maiores à saúde dos organismos e à segurança do alimento fornecido à cadeia humana.

Publicidade

Os microplásticos — fragmentos plásticos de tamanho reduzido que se acumulam em ambientes aquáticos — tendem a atuar como vetores de contaminantes químicos, como metais pesados e poluentes orgânicos persistentes. Em águas mais quentes, a velocidade de reação metabólica dos peixes e a mobilidade de partículas e substâncias na coluna d’água aumentam, o que favorece a interação entre organismos, partículas e contaminantes. Estudos apontam que essa combinação de estressor térmico + contaminante pode levar a efeitos sinérgicos, elevando o risco de bioacumulação, biomagnificação e redução da saúde dos peixes.

Para o setor de produção animal, especialmente quando envolve aquicultura de peixes ou fornecimento de pescado para rações ou consumo humano, esse cenário exige atenção redobrada. Entre os principais pontos de impacto estão:

Monitoramento mais intenso das condições de cultivo: temperatura da água, presença de partículas plásticas e níveis de metais pesados.

Avaliação dos riscos para a cadeia de produção, consumo e certificação de pescado, considerando que contaminantes em peixes podem refletir em perdas econômicas, prejuízos à imagem e exigências regulatórias.

Adoção de práticas de mitigação: controle da qualidade da água, prevenção de entrada de plásticos nos sistemas de produção, escolha de locais e sistemas que minimizem a exposição a contaminantes e temperaturas elevadas.

A pesquisa da Embrapa reforça que os sistemas aquícolas não estão isolados dos efeitos das mudanças climáticas e das poluições emergentes — e que os gestores de produção devem incorporar essa realidade ao planejamento de médio e longo prazo.

Fonte: Embrapa, adaptado pela equipe FeedFood.

Desempenho das Fazendas de Camarão “Minh Phu Loc An e Otanics” – Vietnã

Cápsulas de alho se mostram eficazes contra parasitas em alevinos de pirarucu

Início da Piracema restringe pesca em todo o país

Você está em:

Compartilhar

Publicidade

Leia mais sobre :