O Instituto de Pesca (IP-APTA), em São Paulo, ampliou em 2026 a produção de uma vacina experimental de DNA contra a bactéria Francisella orientalis, agente associado à franciselose em tilápias. A pesquisa busca facilitar o avanço dos testes de imunização e desenvolver alternativas preventivas para reduzir perdas sanitárias na piscicultura.
O trabalho integra o Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Sanidade na Piscicultura (CCD Sanidade), sediado no Instituto de Pesca e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). O projeto desenvolve vacinas, métodos de diagnóstico rápido e seleção genética de tilápias resistentes a enfermidades.
Produção cresce em biorreator
Em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), os pesquisadores compararam o cultivo convencional de bactérias em agitador com a produção em biorreator de cinco litros. Segundo o material divulgado, o novo processo alcançou rendimento até oito vezes superior na obtenção do DNA plasmidial utilizado na formulação da vacina.
A produção e a purificação em ambiente controlado forneceram material suficiente para imunizações experimentais em tilápias. O resultado representa uma etapa de escalonamento da pesquisa, mas não significa que a vacina esteja aprovada ou disponível comercialmente.

Prevenção de doenças
A F. orientalis pode provocar perdas relevantes na criação de tilápias, sobretudo em sistemas intensivos e durante períodos de temperaturas mais baixas. A vacina de DNA busca estimular respostas imunológicas capazes de preparar os peixes contra a infecção.
A pós-doutoranda Luara Lucena Cassiano conduz pesquisas no Instituto de Pesca voltadas ao desenvolvimento de vacinas contra F. orientalis e o vírus ISKNV.
“Esse avanço não apenas aumentou a produção da vacina, mas também apontou os caminhos para tornar o processo escalonável e mais sustentável”, afirma a pesquisadora.
A mesma estratégia poderá ser utilizada na produção de formulações experimentais contra outros agentes estudados pelo CCD. A expectativa é que o avanço das vacinas, aliado ao diagnóstico e à biosseguridade, contribua futuramente para diminuir a dependência de antibióticos na piscicultura.



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