Os indicadores de milho e soja do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) encerraram julho com comportamentos distintos. Os dados divulgados nesta segunda-feira (3) mostram estabilidade do cereal em Campinas (SP) e recuo da oleaginosa no Paraná nos últimos dias, apesar dos ganhos acumulados ao longo do mês.
Milho
O Indicador ESALQ/BM&FBovespa fechou 31 de julho a R$ 65,25 por saca de 60 quilos, com baixa diária de 0,08% e valorização mensal de 2,63%. Em dólar, a referência ficou em US$ 12,86 por saca.

O Indicador do Milho ESALQ/BM&FBovespa encerrou julho a R$ 65,25 por saca, com recuo diário de 0,08% e valorização acumulada de 2,63% no mês. Fonte: Cepea
Segundo o Cepea, compradores permanecem cautelosos diante do avanço da colheita da segunda safra, que tende a ampliar a disponibilidade do cereal. Vendedores, por sua vez, concentram-se nos trabalhos de campo.
As negociações no mercado disponível e para entregas futuras seguem limitadas, ocorrendo principalmente para atender necessidades pontuais de abastecimento, geração de caixa ou liberação de armazéns.
Soja
Depois das altas registradas durante julho, os preços da soja perderam força no encerramento do mês. O Indicador CEPEA/ESALQ Paraná fechou o dia 31 a R$ 137,27 por saca, com queda diária de 0,40%, mas avanço acumulado de 7,72% no mês.

Em Paranaguá (PR), a referência encerrou julho a R$ 144,91 por saca, recuo diário de 0,26% e valorização mensal de 8,48%.
A pressão no fim do mês esteve relacionada à redução da disponibilidade de espaços nos portos para embarques em agosto, o que aumentou a oferta no mercado interno. Compradores também reduziram a atuação após anteciparem aquisições nas semanas anteriores.

A melhora das condições climáticas para a safra dos Estados Unidos e a queda do petróleo reforçaram o movimento. Apesar disso, as médias mensais dos indicadores paranaenses atingiram, em termos reais, os maiores níveis de 2026, conforme o Cepea.



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