As exportações de Goiás para a União Europeia somaram US$ 863,7 milhões entre maio e agosto de 2026, crescimento de 57,7% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados foram apresentados pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em 17 de setembro, durante o Conexões Produtivas, realizado em Goiânia (GO).
O período coincide com os primeiros meses de aplicação do Acordo Provisório de Comércio entre Mercosul e União Europeia, em vigor desde 1º de maio. O crescimento das vendas, porém, não pode ser atribuído isoladamente ao acordo, já que outros fatores de mercado também influenciam os fluxos comerciais.
Soja e proteínas ampliam vendas
Entre maio e agosto, as exportações goianas de soja para a União Europeia cresceram 401,9% na comparação anual. As vendas de carnes de aves e miudezas avançaram 211,4%, enquanto os embarques de carne bovina aumentaram 62%.

A indústria de transformação respondeu por 62,4% das exportações de Goiás ao bloco entre janeiro e agosto, seguida pela agropecuária, com 29,7%, e pela indústria extrativa, com 7,9%.
Em 2025, Goiás havia vendido US$ 1,68 bilhão à União Europeia, equivalente a 12,4% das exportações estaduais. O bloco ocupou a segunda posição entre os destinos dos produtos goianos, atrás apenas da China. Países Baixos, Espanha, Alemanha, Polônia e Finlândia foram os principais mercados europeus naquele ano.
Restrições alteram cenário das proteínas
O cenário para as proteínas animais mudou após o período analisado. Desde 3 de setembro, a União Europeia iniciou a aplicação de restrições a produtos brasileiros de origem animal relacionadas às exigências do bloco sobre o uso de antimicrobianos. Brasil e autoridades europeias mantêm tratativas técnicas sobre o tema.
A questão sanitária passa, portanto, a ser um fator relevante para a evolução das vendas de carnes ao mercado europeu. Para a soja, o cenário permanece ligado às condições comerciais e à demanda do bloco.



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