O agronegócio brasileiro registrou superávit comercial de US$ 13,49 bilhões em agosto de 2026, alta de 6,9% frente ao mesmo mês do ano passado. As exportações somaram US$ 15,18 bilhões, avanço de 6,7%, enquanto as importações chegaram a US$ 1,68 bilhão, crescimento de 5%, segundo análise da Faesp com dados do MDIC/ComexStat.
Proteínas apresentam movimentos distintos
A carne de frango in natura movimentou US$ 877,6 milhões no exterior, aumento de 39,4% sobre agosto de 2025. O volume embarcado avançou 24,3%, para 427,9 mil toneladas, enquanto o preço médio aumentou 12,2%. A China foi o principal destino no mês, com US$ 145,7 milhões e participação de 14,9% no valor exportado da proteína.
Os bovinos vivos tiveram crescimento de 182,6% em receita, para US$ 243,9 milhões, maior resultado mensal da série apontada pela Faesp. A quantidade exportada aumentou 175,4%.
Em sentido contrário, a carne bovina in natura recuou 19,7% em valor no mês, para US$ 1,21 bilhão, com queda de 27,1% no volume. Mesmo assim, no acumulado de janeiro a agosto, as receitas cresceram 22,3%, chegando a US$ 11,74 bilhões.

A carne suína in natura também apresentou queda mensal de 3,5% em receita, apesar do crescimento de 6,6% na quantidade embarcada.
Soja avança e milho recua
Entre os grãos e derivados, a soja em grãos manteve a liderança das exportações do agro, com US$ 4,41 bilhões e alta de 14%. O farelo de soja avançou 35,9%, para US$ 858 milhões. Já o milho registrou retração de 25,3%, movimentando aproximadamente US$ 1 bilhão.
No acumulado até agosto, as exportações do agronegócio alcançaram US$ 118,51 bilhões, aumento de 6,1% frente ao mesmo intervalo de 2025.
São Paulo reduz vendas externas
No estado de São Paulo, as exportações do agro totalizaram US$ 2,04 bilhões em agosto, queda de 16,6%. A carne bovina in natura recuou 30,6%, enquanto o farelo de soja avançou 160,9%. O agronegócio paulista ainda apresentou saldo positivo de US$ 1,6 bilhão.



Nenhuma discussão ainda. Seja o primeiro a comentar.