A produção brasileira de ovos destinados ao consumo somou 2,04 bilhões de dúzias no primeiro semestre de 2026, maior volume para o período no recorte histórico citado pelo Cepea, com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado entre janeiro e junho foi sustentado pelo avanço registrado no segundo trimestre. Considerando a produção total de ovos de galinha que inclui consumo e incubação, o Brasil produziu 1,25 bilhão de dúzias entre abril e junho, alta de 0,8% frente ao mesmo período de 2025 e de 2% na comparação com os três primeiros meses deste ano.
Ovos para consumo concentram produção
No segundo trimestre, 1.151 granjas, equivalentes a 54,3% dos estabelecimentos pesquisados, produziram ovos destinados ao consumo humano. Esse segmento respondeu por 82,6% do volume nacional, enquanto os ovos para incubação representaram 17,4%.

São Paulo permaneceu como maior produtor de ovos do País, com 24,7% do total, seguido por Minas Gerais, com 10,2%, Paraná, com 9,6%, e Espírito Santo, com 7,9%.
Preços resistem ao aumento da oferta
Apesar da maior disponibilidade no mercado interno, pesquisadores do Cepea apontam que os preços médios dos ovos apresentaram leve avanço entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026.
No levantamento de 17 de setembro, o ovo branco foi cotado a R$ 142,62 na Grande São Paulo, enquanto o vermelho alcançou R$ 156,38. Em Bastos (SP), as referências ficaram em R$ 133,77 para o branco e R$ 147,35 para o vermelho. Os indicadores do Cepea são expressos por caixa com 30 dúzias de ovos comerciais.
O comportamento mostra que o aumento da produção ao longo do semestre não impediu a sustentação das cotações entre os dois primeiros trimestres.



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