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CNA reúne diplomatas para discutir regras da UE sobre antimicrobianos

Encontro com representantes de 14 países e da União Europeia debateu exigências que passaram a restringir produtos brasileiros a partir de setembro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reuniu, na quarta-feira (16), em Brasília (DF), representantes de embaixadas de 14 países e da União Europeia para discutir exigências sanitárias relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal. O encontro contou também com representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A reunião ocorreu após a entrada em vigor, em 3 de setembro, das novas condições da União Europeia para importações de animais e produtos de origem animal. Pelas regras, países fornecedores precisam comprovar que não utilizam antimicrobianos para promoção de crescimento ou aumento de rendimento e que atendem às restrições para substâncias reservadas ao tratamento de determinadas infecções humanas.

Brasil busca adequação às exigências

A regulamentação europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados, no âmbito dessas exigências, para categorias como bovinos, aves, aquicultura, mel e tripas. A Comissão Europeia justificou que não havia recebido garantias suficientes de cumprimento das regras até 3 de setembro.

Representantes da CNA, do Ministério da Agricultura e de missões diplomáticas participam de reunião em Brasília para discutir as novas exigências da União Europeia relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal. Crédito: Reprodução.

O governo brasileiro informou que apresentou documentação adicional e recebeu uma auditoria europeia nas cadeias de carne de aves e mel, concluída em 4 de setembro. A reinclusão dos produtos depende, porém, de nova avaliação e decisão formal do bloco.

Diplomatas recebem informações técnicas

Participaram do encontro representantes de Alemanha, Argentina, Austrália, China, Equador, Espanha, Estados Unidos, França, Irlanda, Nova Zelândia, Polônia, Reino Unido, República Dominicana e Singapura, além da União Europeia.

O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, defendeu a continuidade das negociações. “Nosso país sempre buscou o diálogo, a negociação. Queremos que o sistema multilateral respeite as decisões de cada país, trabalhando sempre com a equivalência das medidas”, afirmou. Segundo a CNA, as informações apresentadas serão compartilhadas pelos diplomatas com seus respectivos países.

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