A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou à Embaixada da China preocupações do setor produtivo com os possíveis efeitos da salvaguarda aplicada às importações chinesas de carne bovina. A reunião ocorreu na terça-feira (28), em Brasília (DF), com representantes das duas instituições.
Participaram do encontro o vice-presidente da CNA, Gedeão Pereira; a diretora de Relações Internacionais, Sueme Mori; e os assessores Pedro Rodrigues e Rafael Ribeiro Filho. A representação chinesa contou com o conselheiro agrícola Rui Xiaofeng e a adida comercial Zheng Xiaoni.
Medida estabelece limite anual
Em vigor desde 1º de janeiro de 2026, a salvaguarda chinesa estabelece cotas específicas por país. A medida permanecerá válida até o fim de 2028 e prevê a cobrança adicional de 55% sobre o volume que ultrapassar o limite anual de cada fornecedor.

Para o Brasil, a cota de 2026 foi fixada em aproximadamente 1,106 milhão de toneladas a maior entre os países fornecedores. As importações realizadas dentro desse limite permanecem sujeitas à tarifa regular de 12%.
Na atualização oficial publicada em 22 de julho, 80% da cota brasileira já havia sido utilizada. A sobretaxa somente será aplicada a partir do terceiro dia após o volume atingir 100% do limite estabelecido.
Setor busca previsibilidade
Durante a reunião, a CNA destacou a importância do mercado chinês para os embarques brasileiros e os possíveis reflexos da medida sobre frigoríficos e pecuaristas.
A entidade acompanha a execução das cotas e busca ampliar o diálogo com autoridades chinesas para dar previsibilidade às operações comerciais. A própria CNA incluiu as salvaguardas entre os temas prioritários de sua agenda internacional para 2026.



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