O pescado pode ampliar a diversidade nutricional da alimentação escolar oferecida a crianças e adolescentes da educação básica pública em diferentes regiões do Brasil. Sua inclusão nos cardápios deve considerar a disponibilidade das espécies, os hábitos alimentares locais, a estrutura das escolas e a segurança sanitária do produto. Em 2026, o FNDE instituiu o Ano do Pescado na Alimentação Escolar para incentivar essa presença nas refeições.
Nutrientes variam entre as espécies
O alimento é fonte de proteínas de alto valor biológico e pode fornecer ácidos graxos ômega-3, vitaminas A, D e do complexo B, além de minerais como cálcio, fósforo, ferro, zinco e selênio. A composição nutricional varia conforme a espécie e a forma de preparação.
Esses nutrientes participam de processos relacionados ao crescimento, à formação dos tecidos e ao funcionamento do organismo. A oferta, porém, deve integrar um cardápio equilibrado elaborado e acompanhado pelo nutricionista responsável pelo PNAE.

Cultura influencia a aceitação
Espécies tradicionalmente consumidas pelas famílias tendem a ser mais conhecidas pelos estudantes. As redes de ensino também podem aplicar testes de aceitabilidade para avaliar a recepção de novos alimentos e preparações antes de incluí-los regularmente nos cardápios.
Processamento, retirada de espinhas, armazenamento, transporte e regularidade do fornecimento ainda representam desafios. Por isso, a inclusão precisa considerar as condições operacionais de cada município e unidade escolar. Pesquisa do FNDE identificou diferenças regionais na oferta e na aceitação do pescado.
Compra fortalece fornecedores locais
O PNAE incentiva a aquisição de alimentos da agricultura familiar, grupo que pode incluir pescadores artesanais e aquicultores familiares, respeitadas as exigências sanitárias. A legislação também determina a valorização dos produtos locais e da cultura alimentar de cada território.
A Resolução CD/FNDE nº 11, de 22 de junho de 2026, estabeleceu chamadas públicas específicas para gêneros alimentícios produzidos por povos e comunidades tradicionais, incluindo indígenas, quilombolas e ribeirinhos. A medida pode abrir novos caminhos para o fornecimento de pescado às escolas.



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