Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
O mês de agosto termina com um cenário positivo para os mercados de carne bovina e suína no Brasil. Dados do CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) mostram que a arroba do boi gordo segue valorizada, enquanto o mercado de suínos, mesmo em período típico de retração, apresentou aquecimento nas negociações.
No caso da pecuária de corte, a baixa disponibilidade de animais prontos para abate tem mantido os preços da arroba firmes. Frigoríficos de grande porte, voltados especialmente à exportação, seguem pagando valores estáveis ou até superiores, tanto para bois quanto para novilhas. Em São Paulo, a arroba é negociada em torno de R$ 310, sustentada pelo bom desempenho das exportações, que vêm registrando patamares expressivos desde julho.

Já a suinocultura mostrou uma reação incomum para o período de fim de mês, quando o padrão costuma ser de queda nas cotações. Segundo o CEPEA, em boa parte das regiões acompanhadas, o preço do suíno vivo voltou a subir nesta semana. A demanda aquecida por novos lotes e a oferta restrita de animais no peso ideal para abate explicam o movimento. No atacado, a procura pela carne suína também segue intensa, reforçada por um fluxo exportador mais robusto em agosto frente a julho.
Esse desempenho conjunto evidencia a resiliência das cadeias bovina e suinícola, que encontram suporte na combinação de oferta ajustada e procura firme, tanto no mercado interno quanto externo.
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