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Carne bovina dispara e proteína animal sustenta exportações em agosto

Bovinos puxam alta nas vendas externas, enquanto aves e suínos reforçam papel estratégico do Brasil no mercado internacional de proteína

exportações

Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

As exportações brasileiras de proteína animal apresentaram desempenho robusto em agosto de 2025, consolidando o setor como um dos pilares do superávit da balança comercial. De acordo com dados preliminares da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a carne bovina foi o grande destaque: os embarques de carne fresca, refrigerada ou congelada cresceram 58,5% na média diária, o que significou um acréscimo de US$ 25,6 milhões por dia em relação ao mesmo período de 2024.

Esse avanço contribuiu de forma decisiva para o saldo comercial do mês, que soma US$ 3,04 bilhões até a terceira semana, e para o acumulado do ano, que já ultrapassa US$ 40 bilhões. O resultado reforça a competitividade do Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteína animal.

Resultado reforça a competitividade do Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteína animal.

Embora a bovina concentre a maior variação percentual, as carnes de frango e suína também seguem fundamentais para o desempenho do setor. O frango, que tradicionalmente lidera em volume, mantém presença relevante nos mercados asiáticos e do Oriente Médio, com embarques constantes que ajudam a dar estabilidade ao setor. Já a carne suína continua com fluxo regular para países asiáticos, em especial a China, consolidando-se como elo importante da diversificação da pauta exportadora.

O cenário é ainda mais expressivo quando somado ao avanço de outras commodities agrícolas. Além da proteína animal, produtos como soja (+22,9%), milho (+9,7%) e café (+14%) também registraram altas significativas, impulsionando um crescimento de 14,9% nas exportações agropecuárias na comparação com agosto de 2024.

No total, o Brasil exportou US$ 15,4 bilhões até a terceira semana de agosto, alta de 7,2% na média diária frente ao mesmo mês do ano passado. As importações somaram US$ 12,3 bilhões, resultando em uma corrente de comércio de US$ 27,7 bilhões.

Com a carne bovina em disparada e o desempenho consistente de aves e suínos, a proteína animal reafirma sua importância estratégica para a balança comercial brasileira e para o abastecimento mundial, consolidando o país como protagonista no mercado global de alimentos.

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