Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), preços do milho e da soja seguem firmes no mercado brasileiro, refletindo condições favoráveis tanto na oferta interna quanto na demanda externa.
Milho: oferta limitada e demanda aquecida em foco
No mercado de milho, a oferta restrita disponível no mercado spot vem sustentando as cotações, com vendedores — atentos à valorização dos preços nos portos e do mercado externo — reduzindo volumes ofertados ou exigindo melhores condições em novos contratos. Apesar disso, a baixa demanda interna impede avanços mais expressivos nos valores, uma vez que consumidores ainda recorrem aos estoques aguardando maior disponibilidade.
Paralelamente, o ritmo de exportações tem sido um fator de suporte adicional: em agosto de 2025, o Brasil embarcou 6,84 milhões de toneladas de milho — o que representa um crescimento de 18% no ritmo diário e um volume 13% maior do que em agosto de 2024. Esse cenário reforça a valorização dos preços domésticos, sustentados pelo aumento da paridade de exportação e pela crescente procura internacional.

Soja: exportações aquecidas e câmbio favorecem cotação
Quanto à soja, os preços vêm em trajetória de alta. Esse movimento é impulsionado pela forte performance dos embarques de grãos e óleo, que intensificam a disputa entre compradores domésticos e estrangeiros, elevando os prêmios de exportação. Além disso, a valorização do dólar frente ao real aumenta a competitividade do produto brasileiro, estimulando as operações internas.
Mesmo com uma queda de 23,8% no volume exportado em agosto em relação a julho — comportamento considerado sazonal — o total de 9,33 milhões de toneladas embarcadas representa recorde para o mês. No acumulado de janeiro a agosto de 2025, os embarques somaram 86,5 milhões de toneladas, também atingindo patamar recorde.
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