Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
Os mercados de bovinos e suínos seguem apresentando sinais de firmeza, de acordo com levantamentos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – ESALQ/USP). Enquanto a oferta limitada de animais mantém as cotações do boi gordo estáveis, os preços da suinocultura encerraram agosto em alta, impulsionados pela demanda interna.
No caso do boi gordo, a escassez de animais prontos para o abate tem sido o principal fator de sustentação dos preços. A estiagem, que dificulta o manejo de animais a pasto, restringe a oferta e concentra a comercialização em lotes confinados, muitos já negociados previamente via contratos. Além disso, o ritmo intenso das exportações tem reduzido a disponibilidade de carne no mercado doméstico, o que ajuda a equilibrar o quadro mesmo diante de um consumo interno ainda comedido.

Já no setor de suínos, agosto foi marcado por valorização tanto do animal vivo quanto dos cortes suinícolas. Tradicionalmente, a demanda mais aquecida no início do mês é seguida por certa retração nas semanas seguintes, mas em 2025 o movimento foi diferente: mesmo na segunda quinzena, o consumo permaneceu firme, garantindo preços em alta e sustentando o otimismo do setor.
O cenário atual revela dinâmicas distintas, mas que convergem para o mesmo resultado: a sustentação das cotações. Enquanto a pecuária de corte se apoia na limitação da oferta e no bom desempenho das exportações, a suinocultura encontra respaldo em uma demanda doméstica consistente, sinalizando um mercado aquecido no fechamento do terceiro trimestre.
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