Camila Santos, de Gramado (RS) | camila@dc7comunica.com.br
No coração da serra gaúcha, onde o horizonte se perde em montanhas, um clima de esperança e reconstrução tomou conta da Conbrasfran 2024. O evento, realizado em novembro do ano passado, em Gramado (RS), foi mais do que uma conferência técnica; foi um símbolo da capacidade de renascimento da avicultura gaúcha, que enfrentou uma das maiores provações de sua história. O Rio Grande do Sul, castigado por enchentes e desastres climáticos que deixaram marcas profundas, viu parte de sua produção avícola ser atingida diretamente. Regiões responsáveis por até 21% da produção estadual foram afetadas, mas, como um farol em meio à tempestade, o setor mostrou que é possível reconstruir, reinventar e seguir em frente.
“O que vivemos foi uma tragédia, mas também uma lição de resiliência”, afirmou José Eduardo dos Santos, presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e da Conbrasfran 2024. Neste período, a avicultura gaúcha não parou. O Estado encontrou forças para se reerguer e continuar a alimentar o mundo, e mesmo com a dificuldade de acesso a recursos prometidos pelo governo, a região avançou com suas próprias soluções: “A edição de 2024 da Conbrasfran foi um símbolo da resiliência do Estado e reforçou a força e a capacidade de reinvenção do setor”.
Com esse clima otimista, a Conbrasfran foi um espaço de diálogo, onde profissionais, empresários e especialistas de sete áreas distintas da atividade reuniram-se por um objetivo comum: olhar para o futuro com esperança e planejamento.
Em meio a painéis e debates, um tema se destacou: a necessidade de planejamento estratégico para 2025. “Apesar do impacto no crescimento esperado para 2024, vejo 2025 como um ano promissor”, afirmou José Eduardo. Para ele, a trajetória do setor consolidada no mercado internacional e a força da agricultura são pilares que continuarão sustentando o Brasil.

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