A Pamplona Alimentos mantém um plano estratégico de aproximadamente R$ 150 milhões em investimentos para um período de cinco anos, com recursos direcionados à área agropecuária, tecnologia e automação dos processos produtivos. A estratégia foi apresentada por Ronaldo Kobarg Müller, presidente da companhia, durante o Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS) 2026, realizado de 4 a 6 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP).
Segundo Müller, os aportes alcançam diferentes etapas da cadeia produtiva da Pamplona, que opera em modelo verticalizado.
“Estamos investindo em torno de R$ 150 milhões. Esse é um plano estratégico que temos para os próximos cinco anos”, afirma.
R$ 150 milhões serão direcionados à produção e automação
Parte dos investimentos será aplicada na área agropecuária. Segundo o presidente, os animais utilizados no sistema produtivo pertencem à própria Pamplona, dentro da estratégia de integração verticalizada da companhia.
Outra frente está nas unidades produtivas, com investimentos em tecnologia e projetos de automação voltados aos processos industriais.
Apesar da perspectiva de crescimento, Müller destaca que o cenário brasileiro exige cautela. Na avaliação do executivo, o atual nível dos juros é um dos fatores que mais limitam a expansão dos negócios.

“É um momento em que estamos olhando com uma perspectiva boa. Mas o que mais impede as empresas de crescerem no Brasil neste momento é a questão dos juros, e estamos tomando cuidado com isso”, explica.
Exportações avançam, mas juros exigem cautela
No mercado internacional, o presidente avalia positivamente o desempenho da proteína animal brasileira, especialmente da carne suína.
Durante a entrevista, Müller estimou que os embarques mensais do produto poderiam alcançar aproximadamente 135 mil toneladas. Como referência, dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne suína somaram 132,4 mil toneladas em junho. No primeiro semestre de 2026, foram 794,2 mil toneladas, alta de 10% sobre o mesmo período de 2025 e recorde para os primeiros seis meses do ano.
“Quando olhamos o mercado mundial, o Brasil passa por um momento muito bom, com grande volume de exportação de suínos”, avalia Müller.
Novos hábitos entram no radar da companhia
A Pamplona também está redefinindo seu planejamento estratégico para ampliar a atuação no mercado brasileiro. Entre os movimentos acompanhados pela companhia está o avanço das chamadas “canetas” e seus possíveis reflexos nos hábitos alimentares.
Na avaliação de Müller, mudanças no comportamento dos consumidores podem ampliar a atenção dedicada à ingestão de proteínas e criar oportunidades para empresas do setor. O executivo ressalta, porém, que o movimento ainda está sendo estudado pela companhia.
“A gente está estudando esse movimento. As pessoas querem consumir proteína e ter uma alimentação saudável. Temos uma perspectiva muito boa para o mercado brasileiro também”, conclui.



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