Camila Santos | camila@dc7comunica.com.br
A eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos em 2024 trouxe consigo uma série de incertezas para o cenário global, especialmente no que diz respeito às relações comerciais. Para o agronegócio brasileiro, que tem na exportação de proteína animal um de seus pilares econômicos, as mudanças na política externa dos EUA podem gerar impactos significativos.
A revista Feed&Food ouviu três especialistas para entender como as decisões do novo governo norte-americano podem influenciar o desempenho do setor, especialmente nas relações comerciais com a China, principal parceira do Brasil no mercado de proteínas.
Marcos Rostagno, médico veterinário que reside e atua nos Estados Unidos, destaca que o cenário atual é marcado por muita especulação e ruído, o que gera um elevado nível de incerteza. “O presidente eleito se caracteriza por criar grandes expectativas, mas ninguém sabe ao certo o que realmente acontecerá”, afirma. Rostagno acredita que, diferentemente do primeiro mandato, o segundo governo Trump pode ser mais agressivo, levando a um possível isolacionismo dos EUA em algumas áreas.
No mercado de proteínas animais, o Brasil não seria um alvo primário, mas poderia ser afetado indiretamente. “México e Canadá são os principais alvos, devido ao volume de comércio com os EUA. No entanto, o Brasil pode ser impactado negativamente ou positivamente, dependendo de como explorar as oportunidades que surgirem”, explica

LEIA NA REVISTA FEEDFOOD:
Produção e preservação: um equilíbrio possível no Brasil
Eurotier 2024 traz tecnologia e sustentabilidade para o mercado global de proteína animal




