Feed & Food
Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Publicidade

SIA avalia 2025 como ano de resiliência no agro e projeta retomada estruturada em 2026

Consultoria aponta foco em eficiência, diversificação e retomada da pecuária, com o agro no centro das soluções climáticas no pós-COP30

agronegócio em 2025

O ano de 2025 foi marcado por um dos períodos mais desafiadores recentes para o agronegócio brasileiro, combinando clima adverso, queda nos preços das commodities e forte restrição de crédito. Nesse contexto, a SIA Serviço de Inteligência no Agronegócio avalia que o setor passou por um processo de resiliência e reorganização estratégica, com foco em eficiência produtiva, diversificação e fortalecimento da pecuária.

Segundo o diretor executivo da SIA, Bruno Quadros, a convergência entre perdas climáticas acumuladas e retração de preços afetou diretamente culturas como soja e arroz, ao mesmo tempo em que a pecuária iniciou um movimento de recuperação. “Essa combinação formou uma tempestade perfeita, pressionando produtores e empresas. A falta de crédito atingiu toda a cadeia, impactando não apenas o produtor, mas também revendas, concessionárias e outros segmentos”, avalia.

Apesar das dificuldades, Quadros destaca que 2025 representou um ponto de inflexão para o setor. De acordo com ele, o período levou o agro a olhar para dentro, identificar falhas e revisar estratégias. “Foi um ano de maior consciência, com foco em diversificação produtiva. A pecuária ganhou destaque, especialmente pela percepção de que precisa ser mais profissional e integrada às culturas de verão”, afirma, acrescentando que esse movimento deve se intensificar em 2026 e 2027.

agronegócio em 2025
Após um ano marcado por desafios climáticos e restrição de crédito, o agronegócio entra em fase de reorganização, com foco em eficiência, diversificação e retomada gradual do crescimento. Crédito: reprodução

Reorganização e novos modelos

A retração nos investimentos nas lavouras também reforçou a necessidade de planejamento mais criterioso para os próximos ciclos. Na avaliação da SIA, os próximos anos devem ser marcados por reorganização e preparo para uma retomada mais sólida. “São períodos de reestruturação, de cicatrizar feridas e preparar o terreno para crescer novamente”, pontua Quadros, lembrando que o agronegócio é cíclico e exige preparo para atravessar fases adversas com maior estabilidade.

Outro ponto destacado foi a movimentação no setor de distribuição de insumos, que passa por um processo de reestruturação após insucessos em modelos de consolidação e expansão de grandes players. Segundo Quadros, o cenário abre espaço para empresas e cooperativas ampliarem a competitividade, mas também evidencia margens pressionadas e uma forte necessidade de acesso a crédito e a novas fontes de financiamento além das tradicionais.

Pecuária ganha protagonismo

Com foco específico na pecuária, o diretor de Negócios da SIA, Davi Teixeira, avalia que 2025 marcou a retomada dos preços após três anos de retração, entre 2022 e 2024, tanto no Rio Grande do Sul quanto no cenário nacional. “O ano mostrou a recuperação dos valores pagos ao produtor pelo quilo da carne, o que é especialmente relevante em um momento de dificuldades para a agricultura de grãos, com o arroz e a soja enfrentando desafios de preço e produtividade”, explica.

Segundo Teixeira, a pecuária volta a se consolidar como uma alternativa estratégica dentro das propriedades rurais, especialmente pela integração com a agricultura. “As duas atividades caminham juntas e a retomada da pecuária contribui para a sustentabilidade econômica dos sistemas produtivos”, afirma.

Agro e protagonismo climático

Em um ano marcado pela realização da COP30, Bruno Quadros ressalta que a sustentabilidade ganhou ainda mais relevância no debate setorial. Para ele, o agronegócio precisa reforçar seu papel como protagonista das soluções climáticas. “O agro não pode ser tratado como vilão, mas como parte central das soluções”, destaca.

Com uma visão prudente, mas otimista, a SIA projeta 2026 como o início de uma retomada gradual, sustentada por investimentos em tecnologia, irrigação, manejo qualificado e diversificação na agricultura. “Estamos começando a retomar ciclos”, resume Quadros, reforçando que inovação e preparo serão fundamentais para devolver competitividade e solidez ao setor.

No campo da pecuária, Davi Teixeira projeta continuidade do crescimento. Ele destaca a participação da SIA na estruturação de um programa estadual voltado ao desenvolvimento da pecuária de corte no Rio Grande do Sul, com foco na retomada do protagonismo econômico do setor. “A expectativa é que esse trabalho gere resultados já em 2026, articulando projetos que incentivem e fortaleçam os elos da cadeia da carne, tanto no Estado quanto no cenário nacional”, conclui.

Fonte: SIA, adaptado pela equipe Feed&Food

LEIA TAMBÉM

Exportações do agro somam US$ 13,4 bilhões em novembro

Menor demanda pressiona cotações do milho, aponta Cepea

Negócios com soja se aquecem no mercado spot, aponta Cepea

Você está em
Texto 100%