Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Publicidade

Brasil aposta em safra recorde

Apesar da alta produção do milho e da soja, preços mais baixos e concorrência externa podem impactar exportações e sustentabilidade dos valores internos

Glaucia Bezerra | glaucia@dc7comunica.com.br

O Brasil inicia 2025 com projeções promissoras para a produção de grãos, mas enfrenta desafios no mercado interno e na concorrência global. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam aumento na produção de milho e soja, sustentado por condições climáticas favoráveis e avanço na área plantada. No entanto, o mercado futuro já sinaliza preços mais baixos para os produtores, tanto no Brasil quanto no exterior.


A segunda safra de milho, principal responsável pela produção nacional, deve alcançar 94,6 milhões de toneladas, alta de 4,8% em relação à temporada anterior. A área plantada está projetada em 16,6 milhões de hectares, com produtividade de 5,7 toneladas por hectare, um crescimento de 3,8% na comparação anual. O cenário é favorecido pelo cultivo mais acelerado da soja, que deve permitir o plantio de milho no período ideal. Ainda assim, a safra de verão registrou redução de 1,5% na produção, projetada em 22,6 milhões de toneladas, com a menor área plantada de toda a série histórica da Conab, iniciada em 1976/77.


“O consumo doméstico de milho continua em alta, puxado pela indústria de proteína animal e pela produção de etanol, mas o excedente disponível para exportação pode ser reduzido. Isso traz preocupações quanto à sustentação dos preços no mercado interno”, avalia Lucilio Alves, pesquisador do Cepea e professor da Esalq/ USP. De acordo ele, o estoque final em janeiro de 2025 deve ser de 4,4 milhões de toneladas, representando apenas 31% do consumo doméstico do ano.


No mercado internacional, os preços futuros do milho seguem pressionados por um excedente norte-americano significativo, enquanto as exportações do Brasil, estimadas em 34 milhões de toneladas para o ciclo 2024/25, podem enfrentar limitações. Caso se confirmem, os estoques finais em janeiro de 2026 podem atingir 4,9 milhões de toneladas, um aumento de 11% frente à safra anterior, mas ainda 49% abaixo da média das últimas cinco temporadas.

LEIA NA REVISTA FEEDFOOD:

Você está em
Texto 100%