Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
O mercado do boi gordo registrou forte valorização em agosto, sustentado pela baixa oferta de animais prontos para abate e pelo bom desempenho das exportações. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – Esalq/USP), o Indicador do boi gordo em São Paulo fechou o mês a R$ 310,50 por arroba no dia 29, acumulando alta de 5,49%. A média mensal foi de R$ 307,25, avanço de 2,43% frente a julho e 26,67% acima do observado em agosto de 2024, em termos reais.
As escalas de abate permaneceram curtas, entre seis e dez dias, o que reforçou a pressão altista. No atacado da Grande São Paulo, a carcaça casada bovina foi negociada a R$ 21,37/kg (ou R$ 320,55/@), alta de 2,4% em relação ao mês anterior e de 27,23% frente a igual período do ano passado. Assim, a diferença média entre o preço da arroba do boi gordo e da carne no atacado foi de R$ 13,30, com vantagem para a proteína.
No mercado de reposição, os preços de bezerros e bezerras também se mantiveram firmes, influenciados pela menor disponibilidade de animais. Já para o boi magro, a frequência de negócios foi menor, uma vez que muitos lotes haviam sido comercializados antecipadamente, refletindo maior taxa de lotação dos confinamentos em comparação com 2024.

Exportações em ritmo recorde
As exportações de carne bovina in natura atingiram 268,56 mil toneladas em agosto, o maior volume já registrado para o mês. Apesar de recuo de 3% frente a julho, o resultado ficou 23,5% acima do embarcado em agosto de 2024, conforme dados da Secex. O preço médio foi de R$ 30.354 por tonelada (US$ 5.600/t), com queda mensal de 2,4%, mas crescimento anual de 21% em reais.
De acordo com o Cepea, a combinação de entressafra, oferta restrita e forte demanda externa deverá seguir dando sustentação às cotações no curto prazo, ainda que o consumo doméstico continue arrefecido.
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