Caroline Mendes – caroline@dc7comunica.com.br
Em outubro, o setor de suínos no estado de São Paulo enfrenta um desafio crescente: o poder de compra dos produtores — ou seja, a quantidade de insumos que podem ser adquiridos com a venda dos animais — registrou queda frente a dois importantes insumos: o milho e o farelo de soja. Dados do CEPEA apontam esse recuo, indicando que, embora a situação ainda se encontre acima da média histórica da série iniciada em 2004, há um enfraquecimento relevante.
Mais detalhadamente, o preço dos animais vivos para abate apresentou tendência de desvalorização, reflexo de uma demanda mais fraca. Ao mesmo tempo, o milho apresentou pequena elevação em seu preço, enquanto o farelo de soja registrou queda, mas em proporção menor do que a observada para os suínos. Esse cenário combinado levou à redução da eficiência da venda dos animais para cobrir os custos de insumo.

Para o suinocultor, esse quadro exige atenção estratégica: com menor poder de compra, torna-se fundamental revisar planejamento de produção, buscar ganhos de eficiência e avaliar alternativas de venda ou renegociação de contratos, para garantir a sustentabilidade da atividade. Por outro lado, como o desempenho ainda está acima da média histórica, existe uma margem para ajustar os processos produtivos antes que os efeitos se tornem críticos.
Em suma, o setor de suínos inicia o último trimestre do ano com sinal amarelo quanto à rentabilidade operacional — o registro de queda no poder de compra obriga uma postura proativa dos produtores, que deverão monitorar mais de perto os custos de produção, a oferta de animais e o mercado de insumos para atravessar este período com mais segurança.
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