A carne suína ficou mais competitiva em relação ao frango, mas perdeu vantagem diante da carne bovina na parcial de julho de 2026, até o dia 28. A análise foi divulgada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nesta quinta-feira (30), com base no mercado atacadista da Grande São Paulo.
As cotações das carnes suína e bovina recuaram frente às médias de junho, com queda mais intensa no produto bovino. O frango inteiro resfriado, por sua vez, permaneceu praticamente estável no período.
Oferta pressiona o atacado
Segundo agentes consultados pelo Cepea, a carcaça especial suína foi pressionada pela oferta acima da demanda. A entrada de produtos provenientes da região Sul, principal polo produtor do País, ampliou a disponibilidade no mercado paulista.
Na parcial de julho, a carcaça suína foi negociada, em média, R$ 1,58 por quilo acima do frango inteiro resfriado. A diferença ficou 7,84% menor que em junho, indicando maior competitividade da proteína suína diante da avícola.

Na comparação com a carcaça casada bovina, a diferença recuou 5,22%, para R$ 15,17 por quilo. Nesse caso, a aproximação ocorreu porque a carne bovina apresentou retração mais intensa, reduzindo a vantagem de preço do produto suíno.
Indicadores confirmam pressão
A carcaça especial suína encerrou o dia 29 de julho em R$ 8,22 por quilo. Apesar da alta diária de 0,74%, o indicador acumulava queda de 3,52% no mês.

No mercado de suíno vivo, Minas Gerais registrou o maior valor, de R$ 5,26 por quilo, mas também a retração mensal mais forte, de 10,39%. Em São Paulo, o animal posto foi cotado a R$ 5,07 por quilo, estabilidade no dia e baixa de 3,98% no mês.
Entre as negociações com retirada na propriedade, os preços ficaram em R$ 4,60 no Paraná, R$ 4,74 no Rio Grande do Sul e R$ 4,77 em Santa Catarina. As variações mensais foram negativas nos três estados, confirmando a pressão sobre o setor.



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