Os preços do boi gordo permanecem firmes no mercado brasileiro, mas a demanda interna enfraquecida limita novas valorizações. A avaliação foi divulgada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nesta quinta-feira (30), com base nas negociações acompanhadas nas principais regiões produtoras.
Em São Paulo, o Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq encerrou o dia 29 de julho em R$ 347,40 por arroba, recuo diário de 0,09%. Apesar da oscilação, a cotação acumulava valorização de 3,27% no mês e correspondia a US$ 68,09 por arroba.
Oferta ajustada sustenta cotações
A média a prazo no estado paulista ficou em R$ 351,60 por arroba, também com queda diária de 0,09% e avanço mensal de 3,33%. Segundo o Cepea, a disponibilidade de animais terminados segue relativamente ajustada em parte das regiões produtoras, dificultando pressões mais intensas de baixa.

O ritmo das exportações de carne bovina também contribui para sustentar o mercado. Ainda assim, o desempenho externo não tem sido suficiente para impulsionar novas altas expressivas na arroba diante das dificuldades de escoamento no País.
Consumo restringe reajustes
O poder de compra pressionado leva parte das famílias a reduzir o consumo de carne bovina ou substituí-la por proteínas de menor preço, como frango, carne suína e ovos.

Com a movimentação mais lenta no mercado interno, frigoríficos enfrentam dificuldades para repassar reajustes ao atacado e ao varejo. Esse cenário reduz a margem para elevar as ofertas pelos animais e mantém a arroba firme, porém com espaço limitado para novas valorizações no curto prazo.



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