Uma pesquisa conduzida pelo Instituto de Zootecnia (IZ-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, avaliou os impactos do enriquecimento ambiental no desempenho, na saúde e no comportamento de bezerras leiteiras durante a fase de aleitamento. O estudo foi realizado em parceria com a Fazenda Sertãozinho (MG) e envolveu 20 bezerras da raça Holandesa, sendo que metade foi criada com objetos lúdicos em gaiolas individuais. O objetivo foi testar se elementos simples, como bolas, escovas e correntes plásticas, influenciam o bem-estar animal.
Os resultados foram positivos e revelaram que o enriquecimento ambiental contribui significativamente para o bem-estar e o desempenho das bezerras. Segundo a pesquisadora Márcia Saladini, coordenadora do estudo, houve melhora na conversão alimentar, menor incidência de diarreia nos primeiros 30 dias de vida e uma redução de 30% nos gastos com medicamentos para tratar doenças comuns como pneumonia e tristeza parasitária. A estratégia de revezar os objetos a cada 15 dias também evitou a perda de interesse das bezerras pelos itens, mantendo seu estímulo cognitivo e físico.
A pesquisa faz parte da dissertação de mestrado de Raquel de Oliveira Andrade, orientada por Saladini no Programa de Pós-graduação em Produção Animal Sustentável do IZ. O estudo reforça a importância de práticas de manejo que considerem o bem-estar animal, especialmente em fases críticas como o aleitamento. Apesar das controvérsias sobre o uso de baias individuais, o enriquecimento ambiental se mostrou uma alternativa viável e de baixo custo para tornar esse sistema menos estressante e mais saudável para os animais.
Fonte: Instituto de Zootecnia (IZ-Apta), adaptado pela equipe FeedFood.
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