Os mercados brasileiros de boi gordo e carne bovina apresentaram relativa firmeza nos sete primeiros meses de 2026, segundo análise divulgada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em 6 de agosto. Exportações aquecidas, oferta relativamente ajustada de animais terminados e reposição valorizada deram sustentação às cotações, mesmo diante de um consumo doméstico moderado.
O câmbio em patamar favorável também contribuiu para a competitividade da carne brasileira no exterior. Com o poder de compra das famílias limitando a demanda interna, os embarques internacionais ganharam importância para o escoamento da produção.

Oferta muda ao longo do semestre
No primeiro trimestre, o mercado ainda refletiu os efeitos do elevado abate de fêmeas dos anos anteriores. Segundo o Cepea, esse movimento reduziu a disponibilidade de animais para reposição e favoreceu a valorização da categoria.
No segundo trimestre, a entrada de bovinos terminados a pasto aumentou a oferta em algumas regiões. Ainda assim, as escalas de abate dos frigoríficos permaneceram relativamente ajustadas, evitando movimentos mais intensos de baixa.
O comportamento fez com que o mercado alternasse períodos de pressão sobre as cotações e momentos de recuperação ao longo do ano.

Indicador permanece acima de R$ 348
Em 6 de agosto, o Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ estava em R$ 348,30 por arroba, com alta acumulada de 0,50% no mês. Na modalidade a prazo em São Paulo, a média era de R$ 352,17/@.
Na reposição, o Indicador do Bezerro CEPEA/ESALQ em Mato Grosso do Sul registrava R$ 3.356,80 por cabeça, com peso médio de 206,39 quilos. No mês, entretanto, o indicador acumulava recuo de 0,60%.
A relação entre demanda externa, disponibilidade de animais terminados e custos da reposição deverá continuar no radar dos pecuaristas e frigoríficos para a definição das cotações nos próximos meses.



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