A Lar Cooperativa Agroindustrial apresentou sua estrutura produtiva e as perspectivas para as operações de proteínas animais durante o Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS) 2026, realizado de 4 a 6 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP). A companhia prevê estabilidade nos investimentos e no ritmo de produção ao longo dos próximos 12 meses.
Fundada há 62 anos por pequenos agricultores que migraram do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina para o Oeste do Paraná, a cooperativa ingressou na avicultura em 1999. Segundo Irineo da Costa Rodrigues, diretor-presidente da Lar, a atividade passou por ampliações e modernizações nos últimos anos.
De acordo com a companhia, a Lar ocupa atualmente a terceira posição entre as maiores empresas brasileiras de abate de frangos, com processamento superior a 1,1 milhão de aves por dia.
Escala reúne produtores e indústrias
A estrutura da cooperativa conta com cinco frigoríficos e duas unidades dedicadas à industrialização de produtos, como empanados e linguiças de frango.
Segundo Jair Meyer, superintendente de Suprimentos e Alimentos, aproximadamente 1,8 mil produtores estão vinculados à cadeia avícola da Lar. Para o executivo, essa integração contribui para o fornecimento de aves e para o atendimento às exigências dos diferentes mercados.
“Temos produtores vinculados ao processo que nos dão sustentação com aves de excelente qualidade para o abate. Isso nos permite trabalhar com diferentes certificações e atender aos mercados mais exigentes”, afirma.

Mercados interno e externo
Conforme Meyer, cerca de 60% da produção é destinada ao mercado brasileiro, no qual a cooperativa está presente em todos os estados. Os outros 40% seguem para exportação.
A Lar atende entre 50 e 60 países mensalmente e alcança aproximadamente 90 destinos ao longo do ano, segundo o superintendente.
Meyer avalia que o mercado internacional apresentou demanda positiva no primeiro semestre. No Brasil, porém, a companhia mantém atenção aos possíveis efeitos do ambiente político e macroeconômico sobre a renda e o consumo.
“Somos otimistas e acreditamos no potencial de consumo das proteínas animais. Ao mesmo tempo, precisamos entender como ficará a renda dos trabalhadores e dos consumidores para definir os próximos passos”, explica.
Produção deve permanecer estável
No curto prazo, a estratégia é preservar o atual ritmo de produção avícola. Na suinocultura, a Lar participa da terminação dos animais em parceria com a Frimesa Cooperativa Central. Segundo Meyer, a operação envolve cerca de 1,1 milhão de suínos por ano.
“Neste momento, trabalhamos com um cenário de estabilidade e acreditamos que seguiremos produzindo nesses níveis durante os próximos 12 meses”, conclui.



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