O mercado do boi gordo encerrou agosto em ritmo firme, sustentado principalmente pela menor disponibilidade de animais prontos para abate. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a expectativa de preços mais elevados no curto prazo também contribuiu para reduzir a disposição dos pecuaristas em negociar novos lotes.
O Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ, referência para o estado de São Paulo, registrou média de R$ 345,92 por arroba em agosto. O valor representa alta de 3,1% em relação a julho e avanço de 9,8% na comparação com agosto de 2025, em termos reais, considerando valores deflacionados pelo IGP-DI de julho de 2026.
Ao longo do mês, os preços permaneceram em patamares elevados. Na primeira quinzena de agosto, a média do indicador ficou próxima de R$ 347 por arroba, recuando para cerca de R$ 344 na segunda metade do mês, mas sem perder sustentação até o encerramento do período.

Oferta limita pressão sobre as cotações
Para os pesquisadores do Cepea, a combinação entre a menor disponibilidade de bovinos terminados e a expectativa de uma oferta de animais provenientes de confinamento inferior à registrada em 2025 deve continuar dando suporte aos preços.
Esse cenário reduz o espaço para movimentos de baixa mais expressivos no mercado. Com a oferta mais ajustada, frigoríficos enfrentam maior dificuldade para ampliar as escalas de abate, enquanto pecuaristas se mostram mais cautelosos na comercialização diante da possibilidade de novas altas.
A perspectiva para o curto prazo, portanto, é de manutenção da firmeza do mercado, especialmente enquanto a oferta de animais prontos para abate permanecer restrita.



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