A pesquisa coordenada pela Embrapa Pesca e Aquicultura conseguiu aumentar em mais de duas vezes o ganho de peso do tambaqui em tanque-rede, elevando o índice de 1 kg em 12 meses para 1,7 kg em 10 meses. A taxa de aumento de peso foi 2,04 vezes maior, com técnicas de suplementação alimentar e reversão sexual, que incluíram o uso de hormônio estradiol. Além disso, a pesquisa observou o impacto positivo do condicionamento alimentar, com os peixes se adaptando rapidamente à dieta de ração, o que contribuiu para um crescimento mais rápido.
A melhoria da produção de tambaqui tem gerado boas perspectivas para a aquicultura sustentável, especialmente em regiões ribeirinhas. O projeto Monotamba, que faz parte dessa pesquisa, também teve bons resultados com a população mista de tambaqui (machos e fêmeas) e serviu como controle para os lotes que receberam hormônios. Essa evolução tem sido vista como uma oportunidade de fortalecer a inclusão socioprodutiva de piscicultores familiares, ao melhorar a produtividade e viabilidade do cultivo do tambaqui em sistema de tanque-rede.

Embora os resultados zootécnicos já tenham sido alcançados, a próxima etapa envolve a avaliação de indicadores econômicos para garantir a viabilidade do modelo de produção. A pesquisa destaca a importância de um manejo alimentar eficiente, uma vez que a ração representa uma parte significativa dos custos de produção. A possível ampliação da densidade de peixes nos tanques também pode trazer novos benefícios, aproximando o tambaqui da produção em larga escala de tilápias, espécie que atualmente domina a aquicultura brasileira.
O Brasil possui grande potencial para expandir a produção de peixes nativos, como o tambaqui, cuja produção já atingiu 113,6 mil toneladas em 2023. A Embrapa, junto com outras instituições de pesquisa, segue investindo em inovações para aumentar essa produção, especialmente em estados da Região Norte, que têm as condições ideais para o cultivo do tambaqui. A evolução nos métodos de produção promete transformar a indústria da aquicultura e proporcionar uma nova fonte de desenvolvimento econômico e social.
Fonte: Embrapa, adaptado pela equipe FeedFood.
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