Na última sexta-feira (7), a Comissão Nacional de Aquicultura da CNA se reuniu para discutir as contribuições do setor para a consulta pública do Ministério da Agricultura, que trata da Análise de Risco de Importação de produtos derivados de tilápia destinados ao consumo humano. O objetivo é evitar impactos negativos à cadeia produtiva, com ênfase na prevenção de doenças, especialmente o Tilapia Lake Virus (Tilv), que tem causado altas taxas de mortalidade em tilápias.
João Paulo Franco, coordenador de Produção Animal da CNA, destacou a importância de fornecer informações técnicas durante a consulta pública para subsidiar o Ministério da Agricultura. O consultor da comissão, Eduardo Ono, alertou sobre os riscos econômicos da introdução da doença no Brasil e sugeriu cautela na importação de animais vivos, que representa o maior risco de disseminação do Tilv. Ono também propôs diversas medidas preventivas, como planos de vigilância e contingência, além de protocolos para lidar com espécies susceptíveis ao vírus.

O presidente da comissão, Francisco Farina, reforçou que a CNA está trabalhando em parceria com federações de agricultura e pecuária para prevenir prejuízos à aquicultura nacional antes que os danos ocorram. Farina reiterou o compromisso da comissão em mitigar as consequências da introdução de doenças exóticas que possam afetar a saúde dos animais aquáticos e a produção do setor.
A Análise de Risco de Importação foi elaborada pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) e avalia os riscos associados ao vírus Tilv. A consulta pública recebeu uma prorrogação do prazo para o envio de sugestões, que agora vai até fevereiro de 2025. A proposta tem como foco a proteção da produção nacional e a garantia de que o Brasil esteja preparado para lidar com possíveis surtos da doença.
Fonte: CNA, adaptado pela equipe FeedFood.
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