Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Publicidade

Lignocelulose ganha espaço como fibra funcional em dietas de monogástricos

Características físicas do ingrediente podem favorecer motilidade, estabilidade digestiva e integridade intestinal quando a inclusão é tecnicamente ajustada

A fibra voltou a ganhar atenção nas formulações para aves e suínos por seus efeitos sobre o funcionamento do trato gastrointestinal. Entre as alternativas avaliadas está a lignocelulose, fonte insolúvel composta principalmente por celulose, hemicelulose e lignina, utilizada para aumentar a fração estrutural da dieta sem elevar de forma acentuada a viscosidade intestinal.

Estrutura influencia resposta

Diferentemente de ingredientes altamente fermentáveis, a lignocelulose exerce sobretudo ação física. Sua estrutura pode estimular a motilidade, favorecer a retenção equilibrada de água e contribuir para a formação do conteúdo intestinal. O resultado esperado é maior estabilidade digestiva, desde que a inclusão respeite a espécie, a fase produtiva, a composição da ração e os objetivos zootécnicos.

Segundo Paulo Roberto Ost, diretor técnico da Fiberligno, a avaliação da fibra não deve considerar apenas o teor bruto. “O conceito atual considera também estrutura física, capacidade de retenção hídrica, fermentabilidade e influência sobre o ecossistema intestinal”, afirma. Processamentos intensos podem alterar essas características e modificar a resposta do animal.

O especialista explica que fibras estruturais e fibras altamente fermentáveis exercem funções diferentes. Pectinas e algumas hemiceluloses tendem a gerar maior atividade microbiana e produção de ácidos graxos de cadeia curta. Já celulose e lignina atuam principalmente sobre trânsito intestinal, hidratação das fezes e estímulo mecânico da mucosa.

Barreira intestinal entra no foco

A relação com a barreira intestinal também está no centro das pesquisas. O estímulo físico moderado pode favorecer secreção de muco, renovação celular e integridade epitelial. De forma indireta, um ambiente mais estável pode limitar condições favoráveis à proliferação de microrganismos oportunistas e reduzir distúrbios digestivos.

Na produção comercial, esses efeitos podem se refletir em menor variação entre lotes, melhor aproveitamento da dieta e redução de perdas sanitárias. Entretanto, a lignocelulose não substitui biosseguridade, água de qualidade, manejo, ambiência, formulação balanceada ou acompanhamento veterinário e nutricional.

Inclusão exige precisão

A decisão de uso deve considerar qualidade da matéria-prima, granulometria, nível de inclusão e interação com os demais ingredientes. Assim, a fibra funcional deve ser tratada como ferramenta dentro do programa nutricional, e não como solução isolada para problemas de desempenho.

Confira a matéria completa na edição 230 da Revista Feed&Food

Você está em
Texto 100%