Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
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Milho sobe em São Paulo com oferta curta e demanda imediata

Estoques reduzidos e compras para entrega no curto prazo sustentam valores, enquanto avanço da segunda safra pressiona cotações no Centro-Oeste

Os preços do milho voltaram a subir em praças de São Paulo nas negociações recentes, sustentados pela postura firme dos vendedores e pela necessidade imediata de reposição de parte dos compradores. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), estoques mais reduzidos, atenção às condições climáticas e valorização das cotações internacionais também deram suporte ao movimento.

Compradores retomam negociações

Consumidores que precisam receber o cereal no curto prazo retomaram as compras no mercado disponível e aceitaram pagar valores mais altos. A procura, porém, permanece concentrada em volumes pontuais, enquanto o mercado aguarda o avanço da colheita da segunda safra, que tende a ampliar a oferta nacional nas próximas semanas.

Em outras regiões do país, especialmente no Centro-Oeste, o cenário permanece diferente. O progresso da colheita da safrinha aumentou a disponibilidade do grão e manteve pressão sobre as cotações, resultando em quedas na maior parte das praças acompanhadas pelo Cepea.

Indicador do milho Esalq/BM&FBovespa fechou em R$ 64,05 por saca em 3 de julho, com queda diária de 0,12% e alta acumulada de 0,74% no mês. Crédito: Cepea/Esalq-USP

Boa parte dos compradores dessas regiões afirma estar abastecida e, por isso, limita novas aquisições às necessidades imediatas. Esse comportamento reduz a liquidez e dificulta uma recuperação mais ampla dos preços, mesmo quando vendedores tentam manter ofertas em patamares mais elevados.

Mercado apresenta diferenças regionais

O mercado apresenta, portanto, comportamentos distintos conforme a localização e o nível de disponibilidade. Em São Paulo, a oferta curta e a demanda de curto prazo favorecem reajustes no mercado spot. Já no Centro-Oeste, o avanço da colheita e os estoques dos consumidores mantêm maior pressão sobre os valores.

Nas próximas semanas, agentes devem acompanhar o ritmo da colheita, o fluxo de transporte para os centros consumidores, as condições climáticas e o desempenho das cotações internacionais. Esses fatores serão determinantes para indicar se a alta paulista ganhará força ou ficará restrita a negociações imediatas.

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