Abre em uma nova aba
Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78▼
Bezerro SPR$ 3.182,01▼
Boi GordoR$ 338,65▼
Soja PRR$ 127,64▲
Soja PortoR$ 133,87▲
MilhoR$ 63,45▼
Suíno Carc.R$ 8,60▲
Suíno PRR$ 4,66▼
Suíno SCR$ 5,00▲
Suíno SPR$ 5,27▼
Bezerro MSR$ 3.390,78▼
Bezerro SPR$ 3.182,01▼
Boi GordoR$ 338,65▼
Soja PRR$ 127,64▲
Soja PortoR$ 133,87▲
MilhoR$ 63,45▼
Suíno Carc.R$ 8,60▲
Suíno PRR$ 4,66▼
Suíno SCR$ 5,00▲
Suíno SPR$ 5,27▼

China busca reduzir dependência de alimentos e desafia exportações brasileiras

Estratégia amplia produção doméstica e exige diversificação do agro brasileiro.

A China intensificou sua estratégia de segurança alimentar para o período de 2026 a 2030, com medidas destinadas a ampliar a produção doméstica, elevar a produtividade agrícola e reduzir vulnerabilidades relacionadas às importações. O movimento merece atenção do Brasil pela relevância do mercado chinês para produtos como soja e carne bovina.

O plano chinês para modernização da agricultura estabelece como meta elevar a capacidade anual de produção de grãos para aproximadamente 725 milhões de toneladas até 2030. A estratégia também prevê maior participação da ciência e da tecnologia na atividade rural e reforço da capacidade doméstica de abastecimento.

Soja permanece estratégica para o Brasil

Apesar da busca chinesa por maior autossuficiência, a dependência de soja importada continua elevada. Em 2025, o país asiático adquiriu volume recorde de 111,8 milhões de toneladas da oleaginosa.

Para reduzir essa exposição, Pequim vem estimulando alternativas ao farelo de soja na alimentação animal e tecnologias que aumentem a eficiência das rações.

Soja sobre a bandeira da China simboliza a importância do mercado chinês para as exportações brasileiras e o movimento do país asiático para reduzir a dependência de alimentos importados. Crédito: Reprodução.

O Brasil, entretanto, permanece como fornecedor central. Entre janeiro e julho de 2026, a China respondeu por 69,6% das exportações brasileiras de soja em grãos, com compras de 57,7 milhões de toneladas e US$ 24,4 bilhões.

Carne bovina já sente nova política

Na pecuária, a mudança é mais imediata. Desde janeiro, a China aplica salvaguardas às importações de carne bovina. Para o Brasil, a cota de 2026 foi definida em 1,106 milhão de toneladas; volumes excedentes ficam sujeitos a sobretaxa adicional de 55%.

Em julho, 80% do limite brasileiro já havia sido utilizado. Mesmo com a restrição, a China continua sendo o principal destino da carne bovina nacional: entre janeiro e julho, as compras chegaram a US$ 5,3 bilhões.

O cenário reforça a necessidade de acompanhar a política agrícola chinesa e ampliar mercados para reduzir a exposição brasileira a mudanças nas condições de acesso ao seu maior parceiro comercial do agronegócio.

Você está em
Texto 100%