O Dia Internacional das Cooperativas, celebrado neste sábado (4), destaca em 2026 o tema “Cooperativas por um mundo pacífico”. No agronegócio brasileiro, o modelo aparece tanto na organização econômica da produção quanto em iniciativas ambientais que conectam agricultores, indústrias e canais de distribuição.
A Frimesa encerrou 2025 com faturamento de R$ 7,04 bilhões, crescimento de 7% sobre o ano anterior. A central reúne cinco cooperativas filiadas Copagril, Lar, Copacol, C.Vale e Primato e organiza a produção de 1.485 produtores de leite e 1.062 suinocultores integrados.
Escala e eficiência
No último ciclo, a cooperativa processou 3,2 milhões de suínos e recebeu 258 milhões de litros de leite. A operação encerrou o ano com 12.986 colaboradores diretos e 48.925 clientes ativos, mostrando como a intercooperação amplia escala, organiza a comercialização e mantém renda circulando nas regiões produtoras.
A eficiência também apareceu nos indicadores operacionais. A produtividade da área de lácteos avançou 2%, enquanto o custo por quilo caiu 7,6%. As vendas internacionais cresceram 19,4%, e a empresa informou participação de 8% nas exportações brasileiras de carne suína e de 52% no mercado paranaense.

Logística reversa
No Sistema Campo Limpo, cooperativas e associações participam da logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Em 2025, foram destinadas corretamente 75.996 toneladas, alta de 11% sobre 2024 e maior volume anual da série. Desse total, 92% seguiram para reciclagem.
A rede terminou o ano com 424 unidades de recebimento em 25 estados e no Distrito Federal. Também foram realizados 4.795 recebimentos itinerantes, mecanismo que aproxima a devolução de pequenos produtores e localidades distantes.
Desde 2002, 902,1 mil toneladas de embalagens receberam destinação ambientalmente adequada. Em 2025, o gasto operacional por quilo destinado caiu 5%, indicando ganho de eficiência mesmo com o aumento do volume processado.
Modelo coletivo
Os dois exemplos mostram funções complementares do cooperativismo no campo: organizar produção e comercialização, ampliar acesso a estruturas coletivas e viabilizar ações ambientais em escala. O desafio é manter competitividade, governança e participação dos produtores diante das mudanças econômicas e regulatórias.





