Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
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Milho e soja avançam com demanda, câmbio e clima no radar

Retração nas vendas sustenta milho, enquanto procura firme impulsiona soja.

Os preços do milho e da soja seguem em alta no mercado brasileiro em agosto, apesar das perspectivas de oferta elevada para os dois produtos. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), divulgado nesta segunda-feira (17), fatores como comportamento dos vendedores, demanda, exportações, câmbio e incertezas climáticas sustentam as cotações.

No milho, a valorização ocorre mesmo diante da expectativa de produção recorde na safra 2025/26. A Conab estima colheita de aproximadamente 143 milhões de toneladas, com cerca de 111 milhões provenientes da segunda safra.

Produtores limitam oferta de milho

Segundo o Cepea, produtores permanecem retraídos nas negociações no mercado spot, restringindo a disponibilidade imediata do cereal. Compradores seguem ativos na recomposição de estoques, mas oferecem valores abaixo dos pedidos pelos vendedores.

Indicador do milho Esalq/BM&FBovespa chegou a R$ 66,35 por saca em 14 de agosto, com alta de 0,39% no dia e de 1,69% no mês, segundo o Cepea. Crédito: Reprodução.

O atraso da colheita em algumas regiões e a paridade de exportação também dão suporte às cotações. Outro fator acompanhado pelo mercado é o clima para os próximos meses, diante dos possíveis efeitos do El Niño sobre as próximas safras. Com o avanço da colheita, compradores esperam que produtores aumentem a disponibilidade do cereal e ampliem as negociações.

Disputa por soja sustenta preços

No complexo soja, a valorização é impulsionada pela maior disputa entre consumidores brasileiros e compradores internacionais. A alta do dólar frente ao real também favorece a competitividade do produto nacional no mercado externo.

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontam produção mundial de 429,46 milhões de toneladas de soja na temporada 2025/26. O esmagamento é estimado em 373,92 milhões de toneladas e os estoques finais, em 125,12 milhões.

Indicador da soja Cepea/Esalq no Paraná alcançou R$ 141,16 por saca em 14 de agosto, com alta de 0,84% no dia e de 2,83% no mês. Crédito: Reprodução.

A relação entre estoque final e esmagamento fica próxima de 33,5%, indicando que o crescimento da oferta vem acompanhado pela expansão do processamento.

Para 2026/27, o USDA projeta produção mundial de 442,25 milhões de toneladas e esmagamento de 384,76 milhões. Os estoques finais são estimados em 124,21 milhões de toneladas, levando a relação estoque/esmagamento para aproximadamente 32,3%.

Indicador da soja Cepea/Esalq em Paranaguá atingiu R$ 148,95 por saca em 14 de agosto, com alta de 1,37% no dia e de 2,79% no mês. Crédito: Reprodução.

Na avaliação do Cepea, a combinação de demanda doméstica, exportações e câmbio segue oferecendo suporte às cotações da soja, enquanto o mercado de milho permanece atento à liberação da oferta e às condições climáticas.

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