As exportações brasileiras do agronegócio alcançaram US$ 16,34 bilhões em julho de 2026, maior valor já registrado para o mês. O resultado representa crescimento de 5,4% frente aos US$ 15,50 bilhões de julho de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) analisados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
O agronegócio respondeu por 47,9% das exportações totais brasileiras no período. O complexo soja liderou entre os setores, com US$ 7,15 bilhões e avanço de 22,4%, seguido pelas carnes, que movimentaram US$ 2,91 bilhões, alta de 5,2%.
Soja e frango registram recordes
A soja em grãos respondeu sozinha por US$ 5,87 bilhões, crescimento de 17,4%, com embarques recordes de 13,4 milhões de toneladas. A China absorveu 70% do valor exportado da oleaginosa no mês.
Na proteína animal, a carne de frango in natura alcançou recorde para meses de julho, com receita de US$ 876,17 milhões, alta de 33,9%. O volume avançou 24,9%, para 430,74 mil toneladas, enquanto o preço médio aumentou 7,2%.

A carne bovina in natura movimentou US$ 1,45 bilhão, queda de 5,8%, com redução de 17,7% no volume embarcado. O preço médio, por outro lado, subiu 14,4%. A China permaneceu como principal destino, apesar da retração das compras.
Já a carne suína in natura somou US$ 277,93 milhões, recuo de 6,5% em receita, mesmo com aumento de 2,3% no volume. O Japão assumiu a liderança entre os destinos no mês, com US$ 60,84 milhões.
Acumulado supera US$ 100 bilhões
Entre janeiro e julho, as exportações do agronegócio atingiram o recorde de US$ 103,4 bilhões, crescimento de 6% sobre 2025. Soja em grãos e carne bovina foram os principais responsáveis pela expansão. A China manteve-se como principal mercado no acumulado, com US$ 36,2 bilhões e participação de 35%.



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