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MBRF registra receita de R$ 40,7 bilhões e volume recorde no segundo trimestre

Companhia registra avanços nas operações de aves, suínos e bovinos.

Foto: reprodução
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A MBRF encerrou o segundo trimestre de 2026 com receita líquida de R$ 40,7 bilhões, crescimento de 4,9% em relação ao mesmo período de 2025. O EBITDA ajustado atingiu R$ 3,2 bilhões, alta de 5,4%, com margem de 7,9%.

O desempenho foi acompanhado por um novo recorde de volume para um segundo trimestre: 1,969 milhão de toneladas comercializadas no período. Segundo a companhia, a evolução foi sustentada pelo desempenho operacional, expansão comercial, captura de sinergias e iniciativas de eficiência. Apesar do ambiente macroeconômico desafiador, a MBRF registrou lucro líquido de R$ 69 milhões no trimestre.

“Os números apresentados refletem a solidez do nosso modelo de negócios, a qualidade da execução das nossas equipes e os avanços na integração das operações”, afirma Marcos Molina, chairman da MBRF. Segundo o executivo, a companhia segue fortalecendo sua competitividade por meio de marcas, distribuição, presença global e ganhos de eficiência.

Para Miguel Gularte, CEO da MBRF, a evolução dos resultados ao longo do trimestre reforça a perspectiva de captura de oportunidades no segundo semestre.

Plataforma multiproteína amplia alcance no mercado brasileiro

Na operação BRF, a receita líquida somou R$ 15,4 bilhões, enquanto o EBITDA ajustado avançou 3,8%, com margem de 16,8%.

No Brasil, o volume vendido cresceu 4,6% em relação ao primeiro trimestre, impulsionado pela ampliação da base de clientes e pela manutenção dos níveis de serviço. Um dos destaques foi a integração comercial entre as operações, que levou o portfólio de produtos bovinos a mais de 20 mil novos pontos de venda.

A expansão é apresentada pela companhia como uma das principais sinergias resultantes da combinação dos negócios e da formação de uma plataforma multiproteína.

No mercado internacional, a evolução dos preços em dólar das exportações brasileiras e a conquista de 34 novas habilitações ampliaram o acesso a mercados. Na Turquia, a rentabilidade avançou durante o trimestre, favorecida pelo aumento do consumo na temporada de churrasco e pelo desempenho dos produtos processados.

Sadia Halal registra recorde de rentabilidade

A operação Sadia Halal também apresentou crescimento expressivo. A receita líquida chegou a US$ 590 milhões, alta de 16,6% sobre o segundo trimestre de 2025.

O EBITDA ajustado mais que dobrou, passando para US$ 95 milhões, avanço de 104,3%. A margem EBITDA ajustada atingiu 16,1%, aumento de 6,9 pontos percentuais e novo recorde da operação.

“Com mais de 50 anos de presença no Oriente Médio, contamos com uma sólida plataforma comercial e expertise logística”, afirma Fabio Mariano, CEO da Sadia Halal e vice-presidente do Mercado Halal da MBRF. Segundo ele, essa estrutura tem contribuído para mitigar desafios operacionais relacionados ao cenário geopolítico e manter o abastecimento da região.

Bovinos sustentam crescimento de volumes e receita

As operações de bovinos também contribuíram para o desempenho trimestral. Na América do Norte, o volume vendido cresceu 2%, passando de 468 mil para 477 mil toneladas. O aumento ajudou a compensar os efeitos da menor disponibilidade de gado na região.

O maior peso médio das carcaças, combinado à demanda firme, manteve os preços em níveis elevados. Com isso, a receita líquida alcançou US$ 3,748 bilhões, alta de 14,9% ante os US$ 3,263 bilhões registrados no segundo trimestre de 2025.

Na América do Sul, a expansão da capacidade produtiva, os ganhos de produtividade e a demanda internacional por carne bovina impulsionaram os resultados. A receita líquida chegou a R$ 6,389 bilhões, crescimento de 26,4% na comparação anual, enquanto o EBITDA ajustado avançou 22,1%, para R$ 570 milhões.

As operações de bovinos também contribuíram para o desempenho trimestral.

Sinergias chegam a R$ 158 milhões no trimestre

A integração das operações avançou com a captura de R$ 158 milhões em sinergias no segundo trimestre. Os ganhos vieram de iniciativas nas áreas comercial, de suprimentos, logística e estrutura corporativa.

As despesas administrativas consolidadas foram reduzidas em 13% na comparação anual, reforçando a estratégia de controle de custos.

Outro destaque foi o programa MBRF+, que reúne iniciativas de produtividade, melhoria contínua e eficiência. A plataforma, que já contempla os segmentos de Beef América do Sul e BRF, gerou R$ 328 milhões em ganhos no trimestre.

Fluxo de caixa operacional soma R$ 2,2 bilhões

A geração de caixa também apresentou evolução. O fluxo de caixa operacional alcançou R$ 2,2 bilhões no segundo trimestre, com a companhia mantendo como foco a melhoria da conversão de caixa e a gestão do capital de giro.

Para o segundo semestre, a MBRF pretende concentrar esforços principalmente na redução de estoques e na gestão de fornecedores.

“Estamos concentrando nossos esforços em uma melhora dos indicadores de capital de giro com foco nas rubricas de estoques e fornecedores, com o objetivo de impulsionar a geração de caixa da Companhia”, afirma José Ignacio Scoseria, vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da MBRF.

Companhia destaca avanços em ESG e engajamento

Na agenda ambiental, a MBRF recebeu o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, reconhecimento concedido a empresas que atendem aos critérios de excelência, transparência e qualidade na elaboração e divulgação de inventários de emissões de gases de efeito estufa.

A companhia também divulgou os resultados da primeira pesquisa de engajamento de colaboradores realizada após a fusão. O índice alcançou 88%, quatro pontos percentuais acima da média das empresas brasileiras e três pontos acima do benchmark de organizações de alta performance.

Para a MBRF, o resultado indica um elevado nível de conexão dos colaboradores com a companhia e reforça o processo de integração das operações.

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