O agronegócio brasileiro alcançou US$ 38,1 bilhões em exportações no primeiro trimestre de 2026, o maior valor da série histórica para o período. O desempenho representa alta de 0,9% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
As importações do setor somaram US$ 5 bilhões, queda de 3,3%, resultando em superávit de US$ 33 bilhões, avanço de 1,8% na comparação anual.
Volume cresce, mas preços recuam
O aumento das exportações foi sustentado principalmente pelo avanço de 3,8% no volume embarcado. Por outro lado, o preço médio dos produtos recuou 2,8%, pressionado pela queda nas cotações de commodities como açúcar, algodão, milho e farelo de soja.
O movimento indica expansão do acesso a mercados, mas com impacto negativo da dinâmica de preços internacionais.
China lidera, mas novos mercados ganham espaço
A China manteve a liderança como principal destino das exportações do agro brasileiro, com US$ 11,33 bilhões e participação de 29,8% na pauta exportadora. Na sequência aparecem União Europeia, com US$ 5,67 bilhões, e Estados Unidos, com US$ 2,24 bilhões.
Ao mesmo tempo, mercados como Índia, Filipinas, México, Tailândia, Japão, Chile e Turquia ampliaram participação, indicando maior diversificação dos destinos.

Proteínas animais e soja puxam desempenho
Entre os principais setores exportadores, o complexo soja liderou com US$ 12,13 bilhões, seguido por proteínas animais, que somaram US$ 8,12 bilhões, com crescimento de 21,8% na comparação anual.
Também se destacaram produtos florestais, café e o complexo sucroalcooleiro, ainda que com retrações em relação ao ano anterior.
No segmento de proteínas, houve recorde nas exportações de carne bovina in natura, com US$ 3,98 bilhões, e de carne suína, que somou US$ 846 milhões.
Março concentra quase metade das exportações do país
No recorte mensal, março registrou exportações de US$ 15,41 bilhões, o equivalente a 48,8% das vendas externas brasileiras no período. As importações somaram US$ 1,87 bilhão, resultando em superávit de US$ 13,54 bilhões no mês. Entre os destaques, o complexo soja liderou com US$ 6,8 bilhões, seguido pelas carnes, com US$ 2,83 bilhões.
Diversificação avança com produtos não tradicionais
Além das commodities tradicionais, produtos com menor participação histórica também ganharam espaço na pauta exportadora.
Itens como feijões, óleo de milho, amendoim, chocolate, alimentos para pets e frutas apresentaram crescimento, indicando avanço na diversificação do portfólio brasileiro. O movimento reforça a estratégia de ampliação de mercados e redução da dependência de produtos específicos.
Fonte: Mapa, ABPA e Secex, adaptado pela equipe Feed&Food
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