O acesso a insumos importados utilizados na alimentação animal entrou no debate sobre redução de custos e competitividade das cadeias brasileiras de proteína animal. O tema ganhou espaço após o lançamento, em junho de 2026, da Agenda Brasil Mais Competitivo, iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) voltada à melhoria do ambiente de negócios e da produtividade.
A agenda reúne 24 projetos prioritários e, segundo o MDIC, tem potencial para gerar economia superior a R$ 340 bilhões por ano. Entre as frentes estão transformação digital, melhoria regulatória, inovação e inserção internacional.
Insumos impactam diferentes cadeias
A alimentação animal utiliza ingredientes e preparações importadas, como vitaminas, minerais, aminoácidos, enzimas e outros componentes empregados na fabricação de rações, premixes, núcleos e suplementos. Segundo o Sindirações, atrasos e imprevisibilidade nas operações de importação podem elevar custos de armazenagem, estoques de segurança e capital de giro das empresas.
A entidade também aponta a classificação tarifária como um dos temas a serem discutidos. A NCM 2309.90.90 reúne diferentes preparações utilizadas na alimentação animal, o que, na avaliação do setor, dificulta a diferenciação estatística entre produtos com características e aplicações distintas.
Duimp avança na modernização
Outro ponto relacionado ao tema é a implantação da Declaração Única de Importação (Duimp), que integra o processo de modernização do comércio exterior brasileiro. Atualmente, a Receita Federal prevê que o despacho de importação pode ser processado por DI, Duimp ou outras modalidades aplicáveis a operações específicas.
Entre junho e julho, a Receita Federal também realizou consulta pública sobre uma proposta para consolidar e modernizar as normas do despacho aduaneiro de importação. O texto inclui atualizações relacionadas ao Portal Único de Comércio Exterior e à Duimp.
Para a cadeia de proteína animal, a discussão envolve equilibrar fiscalização, segurança sanitária e previsibilidade na entrada de insumos necessários à produção.
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