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Instituto de Pesca investiga vírus ISKNV que ameaça a sanidade dos peixes

Estudo busca entender a disseminação do vírus e suas consequências para a piscicultura paulista

O Instituto de Pesca (IP-Apta) está investigando o vírus ISKNV, causador da necrose infecciosa de baço e rim em peixes, uma doença que gera sérios prejuízos à piscicultura. Embora não seja uma zoonose, o vírus afeta diretamente a saúde dos peixes, causando sintomas como falta de apetite, respiração acelerada e inchaço. A pesquisa tem como objetivo mapear as cepas circulantes no estado de São Paulo e entender a origem e o impacto do vírus nas pisciculturas locais.

O estudo, coordenado pela pesquisadora Cláudia Maris Ferreira Mostério, incluiu a coleta de amostras de tilápias em diversas regiões do estado. Através de técnicas como PCR e sequenciamento genético, os pesquisadores confirmaram a presença persistente do ISKNV em diversas localidades e identificaram a relação do vírus com mudanças climáticas. “Este foi um estudo desafiador, não apenas pelo número de animais envolvidos, mas também pela quantidade de análises e técnicas realizadas”, afirma Mostério.

A pesquisa está ajudando a identificar cepas circulantes e a entender os impactos da doença nas pisciculturas de São Paulo (Foto: Divulgação)

A infecção causada pelo ISKNV provoca danos no baço e rins dos peixes, com aumento de células anormais e morte tecidual. Para estudar o vírus de forma mais detalhada, os pesquisadores também isolaram o vírus em cultivo celular, uma alternativa ética aos testes com animais. As conclusões preliminares indicam que o vírus está mais relacionado às mudanças de temperatura do que às estações do ano, como se pensava anteriormente.

O projeto tem implicações importantes para a prevenção de surtos nas pisciculturas, permitindo o desenvolvimento de vacinas e linhagens de peixes resistentes. Além disso, os dados coletados foram enviados para a Washington State University, nos Estados Unidos, para sequenciamento completo do genoma do vírus. A pesquisa ainda está em andamento, mas já oferece informações valiosas para mitigar os impactos econômicos da doença na piscicultura paulista.

Fonte: IP-Apta, adaptado pela equipe FeedFood.

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