As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram 482,8 mil toneladas em junho, alta de 40,6% sobre as 343,4 mil toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A receita somou US$ 985,5 milhões, avanço de 54,7% na comparação anual.
O desempenho de junho levou o setor ao melhor primeiro semestre da série histórica, tanto em volume quanto em faturamento. Entre janeiro e junho, o Brasil exportou 2,936 milhões de toneladas, crescimento de 12,9% frente às 2,600 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano passado. A receita acumulada chegou a US$ 5,700 bilhões, alta de 17%.
China lidera destinos
Na lista de principais destinos em junho, a China liderou com 50,1 mil toneladas, seguida por Japão, com 46,6 mil toneladas, Emirados Árabes Unidos, com 46,2 mil toneladas, e Arábia Saudita, com 33,1 mil toneladas. União Europeia, África do Sul, México, Coreia do Sul, Filipinas e Singapura também apareceram entre os dez maiores compradores.

Parte das variações percentuais elevadas observadas em alguns mercados decorre da base reduzida de junho de 2025, quando restrições temporárias relacionadas ao caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em uma granja comercial brasileira afetaram os embarques. Por isso, os avanços precisam ser analisados junto aos volumes absolutos.
Paraná mantém liderança
O Paraná permaneceu como principal estado exportador, com 199,3 mil toneladas em junho, alta de 48,2%. Santa Catarina embarcou 103,3 mil toneladas, o Rio Grande do Sul, 56,7 mil toneladas, São Paulo, 29,9 mil toneladas, e Goiás, 29,4 mil toneladas.
Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o resultado foi obtido apesar das tensões geopolíticas no Oriente Médio e dos desafios logísticos em rotas marítimas ligadas ao Estreito de Ormuz. Ele destacou a ampliação das vendas para mercados de maior valor agregado, como Japão, União Europeia, Coreia do Sul e China.
A diversificação dos destinos reduziu a dependência de mercados específicos e ajudou a sustentar o ritmo das exportações no semestre. O desempenho também reforça a competitividade da avicultura brasileira, embora o setor continue exposto a riscos sanitários, cambiais e logísticos.





