As exportações brasileiras de ovos começaram o segundo semestre de 2026 em alta, impulsionadas pelo crescimento dos embarques de produtos processados. Em julho, as vendas externas de itens como ovalbumina e ovos secos ou cozidos alcançaram o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em 1997.
Ao todo, o Brasil exportou 2,68 mil toneladas de ovos in natura e processados no período. O volume ficou 3,3% acima do registrado em junho, embora ainda tenha sido 49% inferior ao resultado de julho de 2025, segundo dados da Secex compilados e analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Processados mais que dobram em um mês
Os produtos processados responderam por aproximadamente 1,21 mil toneladas das exportações de julho. Em junho, haviam sido embarcadas 548 toneladas, o que representa avanço de 122% na comparação mensal.

O desempenho dessa categoria foi determinante para o crescimento do total exportado entre junho e julho e sinaliza maior participação dos derivados de ovos nas vendas externas brasileiras no início do segundo semestre.
Exportações ficam abaixo do ritmo de 2025
Apesar da recuperação mensal, o volume total ainda permanece distante do registrado no mesmo período do ano passado. A diferença ocorre sobre uma base elevada de 2025, quando o Brasil encerrou o ano com 40.894 toneladas exportadas.
Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta exportações de aproximadamente 30 mil toneladas, retração de até 26,6% na comparação com o resultado do ano anterior. A entidade também estima crescimento da produção nacional de ovos, que pode alcançar 64,8 bilhões de unidades neste ano.



Nenhuma discussão ainda. Seja o primeiro a comentar.