Após o surgimento de uma mancha vermelha no litoral norte de São Paulo, atribuída ao protozoário ciliado Mesodonium rubrum, a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) realizou coletas nos cultivos de moluscos bivalves entre os dias 4 e 5 de fevereiro. O objetivo foi verificar a presença de ficotoxinas, substâncias tóxicas geradas por microalgas que podem contaminar ostras e mexilhões. Os resultados, divulgados em 11 de fevereiro, indicaram que não houve contaminação por ficotoxinas em nenhuma das áreas monitoradas.
Ieda Blanco, gerente do Programa Estadual de Sanidade dos Animais Aquáticos, afirmou: “Com as análises, foi confirmado que a mancha vermelha observada no litoral norte não se tratava de alteração provocada pela presença de algas tóxicas.” A ação faz parte do Plano Estadual de Monitoramento de Moluscos Bivalves (PEMMOBI), realizado regularmente para garantir a segurança alimentar e a saúde pública. Apesar da ausência de ficotoxinas, foi identificada contaminação bacteriana em algumas áreas, o que pode ser tratado adequadamente.

Blanco reforçou que a contaminação bacteriana detectada pode ser eliminada por tratamento térmico ou depuração. “Recomendamos à população que sempre verifique a origem das ostras e mexilhões, principalmente para consumo in natura”, disse a especialista. Além disso, a CDA mantém um mapa atualizado das condições de cultivo, disponível para consulta pública, garantindo transparência e segurança para os consumidores.
Fonte: SAA-SP, adaptado pela equipe FeedFood.
LEIA TAMBÉM
Instituto de Pesca investiga vírus ISKNV que ameaça a sanidade dos peixes
Pesquisa impulsiona produção e potencializa o ganho de peso do tambaqui em tanque-rede
CNA avalia riscos de importação de tilápia e propõe medidas para evitar impactos à aquicultura





