Caroline Mendes – caroline@dc7comunica.com.br
O mercado físico do boi gordo iniciou a semana com valorização em São Paulo, segundo o boletim Tem Boi na Linha da Scot Consultoria (22/10). A cotação da arroba subiu R$ 1,00 em relação ao dia anterior, alcançando R$ 309,00/@ no boi comum e R$ 315,00/@ para o chamado “boi China”, com ágio de R$ 6,00/@.
Apesar do aumento, as escalas de abate permanecem confortáveis, com média de oito dias, sustentadas por lotes provenientes de confinamentos. A consultoria aponta que a oferta mais ajustada para o período e o bom ritmo de escoamento colaboram para a firmeza das cotações.
Nos demais estados, o cenário é de estabilidade, com destaque para o Mato Grosso, onde o boi gordo subiu R$ 3,00/@ na região Sudoeste, sendo negociado a R$ 293,00/@. Já em Tocantins, as cotações permaneceram estáveis, refletindo a escassez de bovinos prontos para o abate — o “boi China” é comercializado a R$ 300,00/@.

O relatório também destaca o bom desempenho das exportações brasileiras, impulsionadas por forte demanda internacional, o que tem garantido recordes de embarques e abates em diversos países.
No mercado futuro, os contratos de outubro foram cotados a R$ 312,75/@, enquanto os de novembro recuaram ligeiramente para R$ 322,80/@. O câmbio à vista foi negociado a R$ 5,40.
No comparativo internacional, o Brasil aparece com o boi gordo a US$ 57,38/@, valor abaixo do Uruguai (US$ 80,25/@) e da Austrália (US$ 75,32/@), mas superior ao registrado há um ano (US$ 52,76/@), refletindo o bom momento das exportações e a competitividade da carne bovina nacional no mercado global.
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