O rápido crescimento da produção de tilápia no Brasil tem transformado o filé principal produto da cadeia em uma commodity, marcada por padronização, alta concorrência, sensibilidade a preços e margens cada vez mais apertadas. O cenário levanta um alerta para produtores e indústrias: como continuar crescendo em escala sem comprometer a rentabilidade e o valor econômico do negócio?
Para Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (PeixesBR), não existe uma resposta simples. “Uma resposta reta e definitiva não existe, porque as questões de mercado são dinâmicas. No caso especial do Brasil, o governo, por meio de atos regulatórios, pode retirar em uma canetada a competitividade construída ao longo de uma década”, afirma.
Apesar dos riscos, Medeiros aponta caminhos claros para a expansão sustentável do setor. O primeiro deles está no mercado interno. Segundo ele, a entrada de grandes empresas de proteínas animais como aves, suínos e bovinos na tilapicultura ampliou significativamente a presença do produto nos pontos de venda, especialmente do filé de tilápia. “Isso explica o crescimento expressivo do setor. Nos últimos 11 anos, crescemos mais de 10% ao ano, todos os anos”, destaca.
Pesquisas com consumidores brasileiros indicam que a ausência do pescado nos pontos de venda ainda é um dos principais fatores para o baixo consumo. “Temos muito espaço para crescer no Brasil, principalmente ampliando a distribuição”, diz Medeiros. Outro movimento relevante é a diversificação da oferta, com novos cortes e produtos mais processados. “Esses itens atraem novos consumidores pela novidade, facilidade de preparo e pelo sabor, além de agregarem serviços ao produto”, explica.
Leia a matéria completa na edição 226 da revista Feed&Food

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