Somente em janeiro deste ano, mais de 8,3 milhões de aves morreram por causa da gripe aviária – doença causada pelo Influenza A (subtipo H5N1) e altamente infecciosa para várias espécies de aves – nas granjas dos Estados Unidos. O Brasil ainda não tem nenhum surto da doença, mas a avicultura nacional, que lidera a exportação mundial de carne de frango, deve ficar em alerta.
O vírus da gripe aviária é transportado por aves migratórias, que viajam grandes distâncias, levando-os de um continente a outro, e acabam contaminando plantéis e aves domésticas ao liberarem os agentes infecciosos por meio de fezes e secreções respiratórias.
“A doença é antiga conhecida, mas as grandes variações climáticas que têm acontecido ao redor do mundo alteram o comportamento e a rota de voo de pássaros selvagens que são os principais portadores do vírus. Como resultado, acontecem os picos e surtos mais exacerbados da gripe, como o que estamos vendo nos Estados Unidos”, explica o gerente técnico de aves da Zoetis Brasil, Eduardo Muniz.
No Brasil, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) é responsável pelo monitoramento da gripe aviária, acompanhando de perto todos os casos suspeitos. Assim que qualquer sintoma é identificado, é imprescindível que o produtor notifique a instituição.
Conforme Eduardo Muniz, “apesar das semelhanças entre os sintomas das doenças respiratórias, a gripe aviária de alta patogenicidade pode levar à morte súbita do animal. Por isso, é fundamental que, ao notar qualquer sinal, o MAPA seja alertado para investigar o caso e descartar quaisquer possibilidades da gripe aviária no plantel”.

Outras doenças virais
É importante destacar que a gripe aviária é apenas uma das enfermidades que preocupa a avicultura – bronquite infecciosa, metapneumovirose aviária e doença de Newcastle são outras doenças virais que também atrapalham a criação de aves anualmente. Tais condições se manifestam de forma parecida: tosse, secreção nasal, dificuldade respiratória, diarreia e queda na produção de ovos são alguns dos principais sintomas.
“O grande problema é que não há tratamento efetivo para essas doenças virais. Além disso, uma vez que a galinha ou o frango são infectados, a transmissão para as demais aves do plantel ocorre rapidamente e, logo, toda a granja é comprometida”, explica o gerente técnico de aves da Zoetis. “Essas infecções causam prejuízos no desempenho das aves e, consequentemente, geram prejuízos econômicos significativos.”
Para evitar a contaminação pelos vírus, é necessário se atentar aos cronogramas de vacinação das aves. A vacina Mass-I®, da Zoetis, protege frangos de corte contra a bronquite infecciosa e pode ser administrada a partir do primeiro dia de vida da ave.
A Poulvac® TRT protege as aves contra a metapneumovirose aviária, enquanto a vacina Poulvac® Procerta® HVT-ND, outro produto da linha, é aplicada em pintinhos e ovos embrionados de galinhas contra a doença de Newcastle.
Por fim, a Poulvac® Maternavac Ultra 5™ protege galinhas reprodutoras saudáveis contra doença de Newcastle, bronquite infecciosa e pneumovirose aviária, além de possuir em sua formulação o Fortilyst®, bioimunoestimulante exclusivo que potencializa a sua proteção por meio da modulação da resposta imune da ave.
O reforço dos protocolos de biossegurança também pode reduzir a propagação dos agentes virais. “O monitoramento rigoroso da sanidade das aves, o controle do acesso de pessoas às granjas e a ventilação adequada nos ambientes habitados pelos animais são algumas medidas que contribuem com a diminuição do risco de contaminação”, finaliza o especialista.
Fonte: Zoetis, adaptado pela equipe FeedFood
LEIA TAMBÉM:
Mercado de frango e ovos tem oscilações em fevereiro
Marcel Pacheco é o novo supervisor regional de vendas da Aviagen no Brasil
Aviagen América Latina destaca inovação e capacitação no KICK-OFF FACTA 2025




