O mercado brasileiro comercializou 12.329.148 doses de sêmen bovino entre janeiro e junho de 2026, crescimento de 12,4% em relação ao primeiro semestre de 2025. Os números constam no Index Asbia, elaborado pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) em parceria com o Cepea, da Esalq/USP.
O total reúne as vendas realizadas no Brasil e no exterior. Foram 11.114.123 doses destinadas diretamente a pecuaristas, 663.481 exportadas e 551.544 vinculadas à prestação de serviços, modalidade em que o criador contrata a coleta e a industrialização do material genético do próprio rebanho.
Corte concentra avanço doméstico
As vendas diretas no mercado nacional cresceram 11,5%. O avanço foi concentrado na pecuária de corte, que adquiriu 7.877.750 doses, alta de 16,9%. Na atividade leiteira, o volume ficou praticamente estável: 3.236.373 doses, aumento de 0,1%.
Segundo a Asbia, a valorização do bezerro e o movimento de reposição dos rebanhos contribuíram para ampliar a procura por material genético. O resultado semestral dá continuidade à expansão observada no primeiro trimestre, quando mais de 5 milhões de doses foram comercializadas.

Exportações avançam 66,8%
As vendas ao exterior cresceram 66,8% e somaram 663.481 doses. A genética destinada ao gado de corte respondeu pelo principal avanço: os embarques aumentaram 119,9% e alcançaram o recorde de 415.024 unidades.
No segmento leiteiro, as exportações avançaram 18,9%, para 248.457 doses. O crescimento internacional ocorreu nas duas aptidões, mas foi mais intenso no material direcionado à produção de carne.
Importações ampliam oferta
A oferta de material genético, formada pela produção nacional e pelas importações, chegou a 14.036.310 doses, alta de 7,1%. A produção brasileira cresceu 0,7%, para 10.286.639 unidades, enquanto as importações subiram 29,7% e alcançaram 3.749.671 doses.
Na genética leiteira, a produção nacional superou 2 milhões de doses coletadas, crescimento de 24,14% e novo recorde para um primeiro semestre.
Tecnologia alcança 4.225 municípios
A inseminação artificial esteve presente em 4.225 municípios brasileiros entre janeiro e junho, equivalentes a 76,4% das cidades do País. O número de municípios alcançados aumentou 9,95% em um ano. O indicador mostra a distribuição geográfica da tecnologia, não a proporção de fêmeas inseminadas no rebanho nacional.



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