O México autorizou a importação de proteínas bovinas não hidrolisadas, identificadas pelo governo brasileiro como colágeno, ampliando o acesso de produtos da cadeia bovina nacional ao mercado mexicano. O aceite dos requisitos sanitários foi comunicado ao Brasil em 14 de setembro.
A nova abertura se soma a outros avanços recentes para produtos de origem animal no país. Em julho de 2025, Brasil e México concluíram a negociação sanitária para exportação de ossos processados, matéria-prima utilizada, entre outras aplicações, na produção de gelatina e colágeno. Dois meses depois, o mercado mexicano também foi aberto às farinhas brasileiras de origem bovina e suína.
Cadeia bovina amplia presença no México
O mercado mexicano tem relevância crescente para a proteína animal brasileira. Em 2025, as exportações agropecuárias do Brasil para o país somaram aproximadamente US$ 3,1 bilhões, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Carnes bovina, suína e de aves estão entre os produtos brasileiros comercializados com o destino.

A autorização para proteínas bovinas não hidrolisadas adiciona mais um item à pauta de produtos de origem animal com acesso ao México e amplia as possibilidades de aproveitamento industrial da cadeia bovina.
Os embarques dependem do atendimento aos procedimentos sanitários e de certificação definidos pelas autoridades mexicanas. O Servicio Nacional de Sanidad, Inocuidad y Calidad Agroalimentaria (Senasica) é responsável pelas exigências aplicáveis à entrada de produtos agropecuários no país.
Cuba também autoriza produtos brasileiros
Na mesma comunicação, Cuba aprovou os requisitos para importação de maçã, uva, pera e laranja frescas produzidas no Brasil. A abertura para as frutas amplia uma relação comercial que já havia avançado em agosto, quando o país caribenho autorizou a entrada do limão-taiti brasileiro.



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