O Brasil abateu 10,72 milhões de bovinos entre abril e junho de 2026, maior resultado já registrado para um segundo trimestre desde o início da série histórica do IBGE, em 1997. O volume confirma a manutenção de um ritmo elevado de oferta de animais para a indústria frigorífica.
O avanço veio depois de um primeiro trimestre que já havia estabelecido recorde para o período, com 10,29 milhões de cabeças abatidas sob algum tipo de inspeção sanitária.
Produção de carne também aumenta
O maior número de animais encaminhados ao abate foi acompanhado pela expansão do peso das carcaças. A produção passou de 2,63 milhões de toneladas no primeiro trimestre para aproximadamente 2,75 milhões entre abril e junho, crescimento de 4,4%.

Segundo análise do Cepea, o resultado pode estar relacionado não apenas ao número de bovinos abatidos, mas também à composição dos lotes, ao peso das carcaças e aos ganhos de produtividade nos sistemas pecuários.
Genética, nutrição, manejo e qualidade das pastagens estão entre os fatores capazes de influenciar o desempenho dos animais e a quantidade de carne produzida por cabeça.
Arroba avança em setembro
No mercado paulista, as cotações do boi gordo apresentaram valorização em setembro. O Indicador Cepea/Esalq fechou em R$ 352,30 por arroba em 16 de setembro, alta de 0,37% no dia e de 2,29% no acumulado do mês. Na média a prazo do estado de São Paulo, o valor chegou a R$ 356,29 por arroba na mesma data, com avanço mensal de 2,33%.

Os movimentos se referem a períodos distintos, mas mostram que o recorde de produção observado no segundo trimestre ocorre em um mercado que voltou a registrar valorização da arroba em setembro.
Para frigoríficos e pecuaristas, a combinação entre disponibilidade de animais, peso das carcaças e comportamento da demanda continuará determinante para a formação dos preços nos próximos meses.



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