A Bolsa de Suínos do Estado de São Paulo “Mezo Wolters” sinalizou novo realinhamento de preço nesta quinta-feira, 17 de setembro, com referência de R$ 110 por arroba para o suíno vivo, segundo levantamento divulgado pela Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS).
A rodada envolveu a comercialização de 20.750 animais. Em dólar, a referência apresentada pela entidade ficou em US$ 20,89 por arroba.
A Bolsa paulista é realizada semanalmente pela APCS e funciona como referência para as negociações entre produtores e compradores no Estado de São Paulo. A agenda de 2026 da associação previa reuniões em 3, 10, 17 e 24 de setembro.
Milho chega a R$ 69,20 por saca
Além do preço do animal vivo, a APCS informou cotação de R$ 69,20 para a saca de 60 quilos de milho, um dos principais componentes do custo de alimentação na suinocultura.

A relação entre suíno e milho ficou em 1:1,59 na referência apresentada pela Bolsa. O indicador é acompanhado pelo setor porque permite observar a relação entre a receita obtida com a venda do animal e o preço de um dos principais insumos utilizados nas granjas.
A própria APCS destaca que a análise da cotação do suíno deve ser acompanhada pelos custos de produção, especialmente alimentação, para avaliar efetivamente a margem e a capacidade de investimento das propriedades.
Referência supera valor de agosto
Em 20 de agosto, a Bolsa paulista havia mantido a referência do suíno vivo em R$ 104 por arroba, com 22,3 mil animais envolvidos naquela rodada. A nova indicação de R$ 110 mostra avanço de R$ 6 por arroba em relação àquele levantamento.
O movimento ocorre em um período de recuperação das cotações do suíno em algumas das principais regiões produtoras, enquanto indústria e produtores acompanham o comportamento da demanda e dos custos de alimentação.



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