A maior demanda por carne suína na ponta final do mercado elevou o ritmo dos negócios e sustentou a recuperação das cotações da carcaça e do suíno vivo nos últimos dias, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Na Grande São Paulo, a carcaça suína especial atingiu R$ 7,85 por quilo em 16 de setembro, avanço diário de 0,51%. No acumulado do mês, a valorização chegou a 7,39%, após o produto ser negociado a R$ 7,27/kg em 10 e 11 de setembro.
Suíno vivo também reage
O aquecimento das vendas de carne aumentou a procura das indústrias por novos lotes de animais para abate, movimento que passou a dar suporte aos preços do suíno vivo.

Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq fechou em R$ 5,01/kg no dia 16, com alta acumulada de 3,73% no mês, apesar do recuo diário de 0,20%. Minas Gerais registrou o maior valor entre as praças acompanhadas, a R$ 5,07/kg.
No Sul, o Paraná apresentou cotação de R$ 4,52/kg, Santa Catarina de R$ 4,61/kg e Rio Grande do Sul de R$ 4,67/kg. No acumulado de setembro, todas as cinco regiões monitoradas pelo Cepea permaneciam em valorização.
Recuperação sucede período de pressão
O movimento atual ocorre depois de meses de maior pressão sobre o setor. Em agosto, o suíno vivo em São Paulo havia sido negociado, em média, a R$ 4,97/kg, em cenário marcado por oferta elevada e demanda doméstica insuficiente, segundo informações do Cepea repercutidas pelo mercado.

Agora, pesquisadores apontam que a melhora da procura por produtos suinícolas no varejo e no atacado aumentou a liquidez frente à semana anterior. A continuidade desse movimento dependerá do ritmo das vendas de carne e da necessidade das indústrias de recompor lotes para abate.



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