A Rainbow Chicken, produtora sul-africana de carne de frango, informou em agosto de 2026 que pretende ampliar as exportações, principalmente para países da África e do Oriente Médio. A estratégia foi apresentada pela companhia como uma forma de diversificar receitas e reduzir a dependência do mercado interno.
Segundo Charlene Bailey, gerente de exportação da Rainbow, o crescimento populacional e a procura por proteínas de menor custo criam oportunidades em mercados com produção doméstica limitada. O comunicado, entretanto, não informa países prioritários, volumes pretendidos, investimentos ou prazos para a expansão.
Acordo reduz tarifas gradualmente
A Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA) é apontada como uma das bases da estratégia. O acordo prevê a eliminação gradual de tarifas sobre 90% dos bens negociados entre os participantes, além de mecanismos para reduzir barreiras não tarifárias. A abertura, porém, depende dos cronogramas de cada país, das regras de origem e da adaptação dos procedimentos alfandegários.

Dados reunidos pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos mostram que as exportações sul-africanas de aves já têm como destino principal países da África Austral. Ampliar esse alcance para outras partes do continente e para o Oriente Médio exige novos protocolos de acesso e capacidade logística.
A Rainbow também informou que uma parceria com o Burger King permitiu o fornecimento para duas novas regiões e que uma terceira poderá ser incorporada. A empresa não revelou quais são esses mercados nem os volumes relacionados ao acordo.
Sanidade e logística limitam avanço
Além das tarifas, exportadores de carne de frango enfrentam requisitos sanitários e fitossanitários, certificações, manutenção da cadeia de frio e riscos associados à influenza aviária. Em avaliação divulgada em 2025, a Associação Sul-Africana de Avicultura apontou entraves burocráticos e limitações na estrutura veterinária como obstáculos à abertura de mercados.
Assim, o avanço da Rainbow dependerá não apenas da AfCFTA, mas também de autorizações sanitárias, competitividade de preços, logística e regularidade de fornecimento. Sem metas divulgadas, a dimensão da expansão ainda não pode ser avaliada.



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